Surrealismo carioca

O cara que aluga cadeiras na praia aumenta o preço. Todos reclamam. Ninguém faz nada. Então o preço não só não diminui como aumenta ainda mais. As pessoas ficam revoltadas, vão para as redes sociais, querem que alguém resolva isso. A Dilma, o Obama, o Putin, tanto faz. Pegar sua própria cadeira e barraca e levar para praia ninguém quer. Reclamam que é trabalhoso e difícil de carregar. Depois da praia vão para a academia e levantam pesos pagando quatrocentos reais por mês. A academia, cheia, também aumenta.

O restaurante mais ou menos vende um filé com fritas por cem reais. Todos reclamam, acham absurdo, ficam indignados. O Facebook se enche de xingamentos mas o lugar tem fila para entrar. O dono do restaurante mais ou menos não vê nenhum motivo para diminuir o preço, o lugar está cheio. As reclamações continuam mas a fila só aumenta.

Na porta do restaurante tem um serviço de valet. O preço dele também aumentou. Cobra agora trinta reais. O manobrista estaciona na própria rua, logo à frente, num espaço que custa dois reais pelo Vaga Certa. O cliente reclama na rua, reclama no Twitter, mas paga por que não quer andar mais cinquenta metros e estacionar ele mesmo o próprio carro.

O bar da moda aumenta a taxa de serviço para 13%. Os clientes mais uma vez ficam revoltados. A taxa é opcional mas mesmo assim todos pagam e saem chateados porque pagaram. Pagam porque ficam com medo da cara feia do dono, do garçom ou do gerente. Não querem enfrentar tamanho constrangimento. Querem que os políticos solucionem o caso. Enquanto estes não resolvem o problema os clientes continuam pagando os 13%. A taxa de serviço que preocupa os políticos é outra.

O vendedor de coco emplaca mais um aumento, agora para seis reais. Culpa o distribuidor, que culpa o produtor, lá longe. Este, que é o cara que planta o coco, quer aumentar o preço de vinte centavos para trinta, mas o distribuidor diz que a situação tá muito difícil, não dá pra pagar mais do que vinte e cinco. Põe a culpa no Obama, na Dilma, no Putin.  Acaba levando por vinte mesmo, o produtor não tem opção.

Dilma, Putin e Obama estão reunidos em Davos. Um assessor avisa aos três sobre o mimimi na zona sul do Rio. Imediatamente param tudo o que estão fazendo para encontrar uma solução para os pobres coitados. Após exaustivos dias de trabalho, os três, num lampejo de genialidade, propõem: “E se eles deixarem de pagar o que está caro e procurarem uma opção mais barata?”

A sábia decisão dos líderes é celebrada no mundo todo, menos no Rio, onde os cariocas são vistos atordoados com a complexidade da solução. O cara do aluguel das cadeiras aproveita a confusão para aumentar mais ainda o preço. O vendedor de coco, atento aos novos tempos, baixa o preço de R$ 6,00 para R$ 5,50. Mas agora cobra taxa de serviço de vinte por cento. A academia lança o aerochair, treino especial para quem vai carregar cadeiras de praia. Por conta do nova aula a mensalidade aumenta para quinhentos reais.

Nas redes sociais todos põem a culpa da situação nos políticos e exigem que Obama, Putin e Dilma apareçam pessoalmente para resolver suas vidas. Enquanto isso não acontece vão esperar sentados na praia, tomando água de coco.

 

74 thoughts on “Surrealismo carioca

  1. regina mas disse:

    E bota surrealismo nisso! Excelente crônica que engloba magistralmente o que acontece por aqui. Não sei como é em outros Estados, mas aqui é isso mesmo.
    Sua crônica me fez lembrar uma frase dita por, acho eu, JFK, faz muitos anos.
    Ele falou: “não pergunte o que o país fez ou faz por você mas, sim, o que você faz pelo seu país.
    Alguns itens, dependem, de fato, do poder público, mas nem tudo. Se ninguém mais comprar côco na praia…. bem…. o cara terá que baixar o preço ou mudar de profissão. E assim por diante.
    Pena que nos acomodamos… reclamamos, mas nada fazemos, efetivamente, pra mudar a situação do abuso de preços que está ocorrendo.
    Quando eu ia à praia, jamais aluguei cadeira, barraca ou coisa que o valha… Ia carregada mesmo e com criança a tira-colo.
    É isso, Leo, adorei sua crônica!

    • Arlette disse:

      Está acontecendo nas redes sociais, um movimento justamente sobre a extorsão que estamos sofrendo com precos abusivos em varios setores de serviços e lazer em nossa cidade, e no Brasil. Chama-se “Rio Surreal”
      Enquanto a lei da oferta e da procura estiver funcionando, eu oferto uma massinha sofisticada por um preco surreal e vejo na minha porta uma fila enorme aguardando lugares no meu restaurante. Baixar os precos pra que?
      Antes desse movimento de conscientizacao , eu ha muito tempo já comecei a me indignar com o almoço em familia aos domingos, no restaurante e hoje quando nos reunimos é em minha casa, com um vinho muito especial comprado nos supermercados, uma carne ou qualquer outra opcao igualmente simplificada e feita sem muito trabalho. Muito prazeroso e economico. Quando vou ao cinema com os netos, 10 min antes de sair, coloco um pacote de pipoca no microondas, suquinho individual em caixinha, e assim me livro daquelas filas interminaveis para comprar um copo de pipoca e refrigerante, e do preco absurdo que eles cobram por esses beliscos. Será que so eu encontrei uma forma de boicote a sede de lucros excessivos praticados nos servicos que nos oferecem ou muitos outros tambem ja sairam da zona de comodismo que estavam antes?

      • Ronaldo de Souza Pimenta disse:

        Vamos protestar pacificamente reunindo pessoas inteligentes contra ações deste tipo, decerto que este se sentirá constrangido pelo movimento.
        É só pensar um pouquinho e agir sem violência e simplesmente nos mostraremos insatisfeitos e protestando sem essa de se envergonhar da atitude é só despertar no outro oque ele não gostaria pra si.

      • Rafael disse:

        O “movimento” $urreal não tem nada a ver com conscientização, porque as pessoas acham ótimo mas continuam frequentando muitos dos lugares $urreais.

        Inclusive esse post fantástico fala exatamente dessa $urrealidade. Tá ruim, mas ninguém se mexe pra fazer nada. Vão pro facebook criar o “movimento” $urreal.

      • sergio disse:

        Eu tb carregava tudo, mas o $urreal hoje, é que se todas as mãos estiverem ocupadas, vira vitima fácil nos arrastões. Repare só o alvo escolhido por esses predadores sociais. É a lei da selva. A família para se defender deve utilizar as mesmas táticas de manadas das savanas africanas. Andar em grupo com os mais frágeis no centro.
        Chico está em Baixa, mas a letra está atual…

        “Rua Nascimento e Silva 107
        eu saio correndo do pivete
        tentando alcançar o elevador”

      • Amanda disse:

        Concordo Arlette,

        Entendo a critica, mas achei muito generalista. Pois moro na zona sul, em copa e no meu entorno a maior parte das pessoas que eu vejo gastando seus dinheiros com coco na praia e academia, nao sao as mesmas que estão reclamando dos preços. Quem tem reclamado tem dado um jeitinho de gastar menos na rua.
        Jantando em casa antes de sair pra uma night, enquanto antes podia comer alguma coisa na rua. As pessoas que tem reclamado que eu conheço tem evitado gastar com as mesmas coisas de antes.
        Agora, quanto a tomar alguma atitude de protesto a não ser o boicote ou mesmo o fato de economizar dinheiro aí sim pode ser que estejamos acomodados, porque ainda não chegou num nível de desespero, por enquanto é só desconforto.

  2. Carmen landa disse:

    Parabéns ,Léo.O Rio é a capital das modinhas.Sempre foi e espero que não continue a ser. Parece que as pessoas temem parecer pobres.Vejo que o subúrbio e mesmo as favelas estão dando banho de cidadania na classe média da ZS e similares.Muito pedantismo intelectual e pouco humanismo e criatividade. Suas crônicas são um bom retrato disso.Abraço

  3. iargo disse:

    Quanto à cadeira de praia, ao coco e ao serviço de valet eu concordo… Até o restaurante dá pra concordar em alguns casos. Agora e o pão, o arroz e o feijão, a carne, o valor da passagem de trens e onibus? Esses valores também estão absurdos. Os aluguéis de apartamentos do tamanho de um fusca. Qual a opção? Se mudar pro interior? Bom texto, mas muito raso.

    • Monise disse:

      Ué iargo, é exatamente a mesma coisa aplicada a todos os contextos. Apartamento? Se recusa a comprar enquanto não baixar (é o que eu estou fazendo, por que me recuso a pagar quase um milhão numa kitnet precisando de reformas na Zona Sul), o pão? muda de padaria (só compro na padaria quando é extremamente necessário, senão vou no mercado que é bem mais barato. Passagem de trem e ônis, aumento de comida? PROTESTO nas ruas!

      • Carolina Lima disse:

        Concordo com Iargo. Deixar de comprar até vai, mas quem depende de aluguel, vai morar embaixo da ponte? Quem não tem imóvel ou aceita o preço do mercado ou rua. Infelizmente, essa regra não dá pra se aplicar a todos os casos de preços SURREAIS!

    • Otto Lima disse:

      Entenda de uma vez por todas, meu caro: o mercado é regido pela lei da oferta e da procura. Como consumidores, temos o poder de controlar o mercado porque nós é que ditamos a demanda. Portanto, se você achar que algo está muito caro e não for uma aquisição urgente, NÃO COMPRE! E se o estabelecimento não lhe atender bem, não volte lá e diga às pessoas próximas de você que evitem esse estabelecimento.

      • Bruno disse:

        Sim, é a lei da oferta e da procura, mas pense comigo… Se o Governo investe mais em infra-estrutura a tendência é a produção ficar mais eficiente. Com isso produz-se mais. Ao passo que a procura se mantenha inalterada, o aumento na produção aumenta a oferta e consequentemente acontece a queda do preço… O investimento em infraestrutura é a melhor (no sentido de duradoura) maneira de conter a inflação e não desestimular o consumo… O consumo faz o capital girar, com o capital girando a economia aquece, com a economia aquecida o país arrecada mais imposto e consequentemente pode investir mais em outras áreas básicas como saúde, educação e segurança! Claro que isso tudo só funciona perfeitamente onde não há corrupção, mas isso já é assunto pra outro debate!

  4. rosana disse:

    E enquanto isso, os cariocas com os seus egos cada vez mais inflados por aqui morarem, postam compulsivamente fotos da cidade maravilhosa achando o máximo desfrutarem destes absurdos…

  5. Ronald Cavaliere disse:

    Não é por acaso que nós temos, no Leblon a “Rua Leblon”, uma área pública com portões trancados à chaves e guardas privados para dizer que você não pode passar porque aquilo é privativo.
    Só tem “bacana”!

  6. regina mas disse:

    “Bacana” ou “Babaca”? kkkkkk
    Enfim, cada um se proteje como pode e quem não pode… se sacode.
    Quando me mudei pra Ipanema, em 1950, meu prédio não tinha nem porta na garagem e a entrada social ficava aberta todo o tempo. Hoje, o meu prédio e todos os outros têm grades e pasmem… Depois da UPPs o pessoal da Rocinha teve que colocar grades nas janelas. Sei disso pois a moça que trabalha na minha casa mora lá e conta como são as coisas na comunidade.
    Há cerca de um mês, num sábado ou domingo, assaltaram um ônibus 461, bem em frente ao meu prédio. Eram uns 20 molecotes que entraram no ônibus pra roubar a féria dos vendedores de mate da praia. Se o vendedor vende acima do preço razoável é problema de quem compra, mas assaltar o infeliz que andou na areia quente durante horas pra levar uma graninha pra casa, é demais! É demais pro meu gosto!
    Realmente colocar segurança privada numa rua pública … sei lá… Mas, como eu disse, se assaltam até o cara que vende mate na praia?
    Estamos num salve-se quem puder… e lamentável… os assaltos vêm de todos os lados… de lá, de cima e de baixo…ou não?

    • Gilberto disse:

      Bom, desculpe. Mas não entendi bem o seu comentário.
      Seu contato com a realidade do Rio é a sua empregada que mora na comunidade? Pergunta: ela almoça com vocês (mesma hora e na mesa)? Ela possui CTPS, conta horas extras e a Sra, além disso, ajuda com creche/bom ambiente para trabalhar?

      No caso dos assaltos, o problema é a falta do poder público se fazendo presente. O fechar ruas, impedir o ir e vir é segregar por uma “falta de segurança” que justifica ações graves de governos que procuram motivos (reais ou não, provocados por eles ou não) é seguir com uma cultura de preconceito que apenas serve… a outros. Não a Sra. Não a mim.

      • regina mas disse:

        Olá Gilberto, talvez eu não tenha me explicado bem, razão pela qual você não entendeu meu comentário. Então vou tentar lhe explicar melhor embora eu não saiba bem o que foi que você não entendeu.
        A moça que trabalha pra mim há 12 anos se chama Joselita Barbosa da Silva. Se ela almoça comigo? Eu almoço sempre na cozinha – é meu lugar preferido na casa – e ela almoça comigo, sim, quando quer. Ela vem aqui 3 dias na semana e, bem antes das leis protegendo as domésticas, eu já lhe dava férias pagas, é claro, mais o terço a que ela tem direito, mais dècimo terceiro. Não lhe pago horas extras pois ela trabalha menos do que é exigido por lei. Chega na minha casa por volta de 8 e meia, 9 horas e sai às 15 horas… às vezes, caso necessite, sai antes. No momento ela está em férias e foi a Brasília ver a mãe que sofre de câncer há 15 anos. Se eu ajudo? Bem, Joselita tem duas filhas e uma delas engravidou aos 14 anos. Através de uma ultra sonografia foi constatado um problema que poderia ser gravíssimo – encéfaloceli. Se não sabe o que é, procure no Google. Ficamos todos super apreensivos até o nascimento da criança no Hospital Fernandes Figueira. Felizmente, dentro da hernia na cabeça, só havia água. A criança fez uma cirurgia lá mesmo e foi colocado uma válvula a fim de drenar o líquido que se formava. Foi tudo um sucesso!! A criança hoje tem 4 anos , é inteligente e saudável. Desde que ela nasceu pago um plano de saúde e o faço com prazer e de todo coração. Elas merecem esse cuidado.
        A outra filha da Joselita é uma guerreira… está na Faculdade e todas as vezes que precisa de imprimir trabalhos, me envia e eu imprimo tudo o que ela me pede.
        Veja, Gilberto, isso não é favor… faço pois acho que devo. Joselita é correta, cumpridora de seus deveres e é minha amiga. Converso bastante com ela e o pouco que sei sobre a Rocinha é através dela, sim.
        Caro Gilberto, estou escrevendo a você e chorando ao mesmo tempo. Fique certo de que dou imenso valor a quem trabalha, a quem é honesto.
        Sabe a razão do meu choro? Penso que vc insinuou no seu comentário que eu tratava minha empregada como lixo. Por que perguntou se eu almoçava com ela?
        Acho que não só o Rio de Janeiro está violento…O mundo está violento. Haja vista a guerra civil na Síria e outros manifestos quando morrem até crianças e velhos.
        Caso você queira saber se o que eu disse é verdade, vá no Facebook e procure o nome de Joselita que ela está lá junto com a netinha Mannuela. Sugiro mesmo que vá e tente perguntar a ela como eu a trato… Faça isso, eu lhe peço. Só não lhe dou o telefone dela pois sem o seu consentimento, penso que seria um abuso de minha parte. Mas o Face, qualquer um entra.
        E mais: só estou esperando a regulamentação do FGTS para fazer a contribuição.
        Gilberto, eu separo as pessoas, sim, mas pela educação, civilidade, honestidade e coisas do gênero, jamais pela cor, pelo trabalho que realizam.
        Não generalize, Gilberto… isso é, no mínimo, injusto e perigoso.
        Abços regin@

        • Diogo Gabriel disse:

          Regina, ignore estes comentários, não se justifique para a ignorância dos outros não! Você e quem vive com você devem saber muito bem a falta que sua presença e sua vontade de ajudar fariam na vida de cada um a sua volta! Nosso povo tem mania de enxergar quem tem uma condição financeira melhor como um vilão, o famoso preconceito ascendente, aquele que parte de quem tem uma condição desfavorável em relação ao alvo do preconceito. Sabe, lendo o seu comentário me deu vontade de te dizer: Não exponha a sua vida e as pessoas que você ama desta forma aqui nesta doideira de internet não, e muito menos se justifique ou se explique para quem não te conhece. Aqui na internet tem muito pseudointelectual, aqui qualquer moleque com idéias incompletas na cabeça pode dar uma de pensador, revolucionário, e sair apontando o dedo vomitando o que bem quiser na cara de qualquer um. Muito bom que você possa viver em um bom lugar e me fez bem ver que existem pessoas como você que conseguem olhar para o outro com com a mesma preocupação com que olham para si mesmos. Bom saber que dentro da beleza dos prédios de Ipanema tem a dedicação ao bem vinda de moradores como você. Quanto às questões políticas e as certezas entre o que é certo e o que é errado eu não sei ainda uma explicação, mas sei também que não são os comentários dos Gilbertos que existem por aí que vão ter a competência de fazer o discernimento das certezas e incertezas dos conflitos sociais cariocas. Sinceros abraços do interor de São Paulo.

          • regina mas disse:

            Olá Diogo, fico muito agradecida a você por seu apoio e alerta. Estou num momento frágil e, por conta disso, me deixei impregnar por insinuações ofensivas e gratuitas. Não deveria ter me incomodado mas, apenas, passado adiante. Afinal, como dizem, “os cães ladram e a carruagem passa…”
            Não sou melhor do que ninguém, mas procuro ser justa e sei que muita gente, muita gente mesmo, é como eu.
            Serei mais cautelosa de agora em diante no escrever em meus comentários.
            Segue um abraço meu do Rio direto ao interior do Estado de São Paulo, à sua cidade.
            Com meu carinho e consideração
            regin@

        • Claudio disse:

          Puxa, sambou na cara do infeliz, mas ele bem que mereceu…kkkkk Pergunta mais sem sentido a dele. É duro isso, hoje em dia quem é honesto tem que ficar se explicando o tempo todo por tudo que conquista, como se ter uma empregada o faz automaticamente um explorador, como se a pessoa não estivesse lá trabalhando e recebendo o seu sustento. Voce tem razão, o mundo anda muito violento, tão violento que as pessoas nem percebem que insultar o outro sem saber também é um tipo de violencia. Abs 🙂

      • José disse:

        Que que “c” tem a ver com as calças ? Comentário idiota de mais um esquerdista festivo.

        • Marcia disse:

          Seu grosso!!!! Regina, aqui em casa tb é assim. Cara babaca esse. Fala besteira e nao sabe se posicionar. Mil vezes minha empregada e suas filhas na minha mesa, na minha casa, na minha vida.

          • Marcelo disse:

            Marcia, o José se referiu a resposta do Gilberto, um infeliz, e a não à Regina! Rs

          • regina mas disse:

            Olá, José, Marcelo e Márcia…Eu entendi a quem o José se referia e agradeço o apoio que tenho tido. Eu não deveria ter dado qualquer resposta às insinuações ofensivas do Gilberto que, afinal, nem me conhece.
            Felizmente os comentários, em sua maioria, são de alto nível e o Leo tem nos dado oportunidade, com seus posts excelentes, de dar opiniões e debater temas importantes para a sociedade.
            Li alguns comentários que dizem que paga que tem grana pra isso, paga quem quer ser bem servido, etc. O problema não é bem esse… Claro que eu posso pagar 3,50 reais por um mini brigadeiro, assim como quase todos podem. O caso é se pagar o preço justo e não se deixar explorar por quem quer dinheiro fácil. Quem ganha ou ganhou dinheiro com trabalho honesto sabe dar o devido valor a ele e às coisas que adquire. Então não é o fato de “poder” pagar, mas sim de ter consciência do que está pagando.
            É muito bom que se possa debater assuntos importantes na internet ou em qualquer outro lugar sem resvalar para a baixaria pois baixar o nível não leva a canto algum.
            Obrigada por todo apoio que me deram e pelos comentários inteligentes que nos fazem refletir.
            Abços a todos e que o Leo continue postando suas interessantes e engraçadas crônicas
            regin@

  7. Junior disse:

    O autor, com um texto no mínimo burguês, critica os cariocas e quem por a boca no mundo pra reclamar das irregularidades do governo e dos aumentos abusivos, que caracteriza um RJ para gringos e fora da realidade da maioria da população. Porém, não sugere nenhuma solução.
    Temos que reclamar sim. O brasileiro sofre com inúmeros abusos há décadas e poucas vezes exigiu mudanças, criando uma cultura de comodismo e aceitação. Temos que reclamar sim, exigir sim e em todos os setores que estiverem com abusos e mal administrados.

    • João Paulo disse:

      Jr, o intuito dessa crônica não é dar soluções mas fazer pensar que os ativistas facebookianos acabam sendo coniventes com tais abusos pq não param de consumir. O que adianta reclamar então? No final das contas acaba sendo um apelo vazio. Pode não ser o seu caso, mas é o caso de muita gente que reclama, mas, por exemplo, paga o que for na cadeira de praia pra não ter que levá-la, dando a desculpa de “taxa de comodidade”.

  8. NILTON MAIA disse:

    Mais uma ótima crônica, Leo, e que expressa bem a verdade. Se tomarmos atitudes como as que você sugere, as coisas melhoram. Reclamar por reclamar, ainda mais se tratando de coisas supérfluas como, por exemplo, o preço do aluguel da cadeira de praia, e não levar a sua de casa, é besteira.
    Preferia ver as pessoas reclamando dos péssimos serviços públicos (como os de Saúde, por exemplo) que nos são prestados, embora a arrecadação de impostos venha batendo recordes. Mas, não levamos a sério o que deve ser levado, sobretudo nós, os cariocas. Somos hospitaleiros, simpáticos, alegres, adoramos carnaval e futebol. Enfim, somos verdadeiras preciosidades da natureza e nos achamos o máximo, quando não somos nada disso!

    • Arlette disse:

      Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Nao vamos misturá-las. Reclamar, sair da zona de conforto, da indignacao do sofá, com relaçao a cobrancas de servicos públicos básicos, essenciais, já deveria fazer parte da consciência do brasileiro, como cidadão. Outra coisa diz respeito a nós consumidores que cada vez mais ficamos horrorizados com os precos abusivos cobrados por estabelecimentos comerciais ou prestadores de servicos, muito além da nossa realidade. E não vamos seguir culpando os impostos como se fossem os unicos culpados e sim a ganância, a cultura do lucro e por ai vai. Contra preços $ureais, atitudes reais.

  9. Hersch disse:

    Cara, que texto pra refletir!
    Muito bom mesmo.
    Melhor ter a consciência de que não sou dessas que fica reclamando e continua sendo extorquida seja pela academia, restaurante, cinema e por aí vai… já basta ser extorquida pelo estado… e mesmo contra esse, levantei minha bandeira de revolta.
    Aos que ficam na beach tomando coconut water e reclamando, desejo mais é que tome outra coisa.

  10. Infelizmente esta é a realidade, não só do Rio de Janeiro, como do resto do Brasil, principalmente nas cidades turísticas. Tenho amigos em Florianópolis que me falam a mesma coisa. No dia 15/12 todos os preços aumentam. Ao menos é uma regra “controlada” e adotada por todos na ciadade. Agora no Rio… O Rio é o Rio…
    Cirurgia Plástica Rio de Janeiro

  11. Alexandre disse:

    Minha opinião, é uqe a pessoa que ganha o seu salário, batalhando, correndo atrás, que realmente sabe o valor do dinheiro, não paga por esses abusos. Agora, quem ganha fácil, vai fácil.

  12. Junior disse:

    Ridiculo esse movimento e esse site do surreal. O Brasil vive uma outra epoca, sucessivos aumentos de funcionarios publicos, que voltaram a ser marajas. Prova disso sao os bilhoes e bilhoes de dolares que os brasileiros despejam no exterior em viagens, detonando a balanca comercial do pais. Essa nova classe media tem condicoes e exige consumir em bons restaurantes e pagar caro para ser bem servido. Construir e manter restaurantes para essa classe sai muito caro e se estes estao cheios eh pq as pessoas assim preferem. Aos menos abonados, ao inves de pedir boicote a esses estabeleecimentos, sugerindo ate mesmo fazer farofada na praia ou andar com isopor de cerveja e e xixi na rua, deveriam trabalhar mais pra ter o poder aquisitivo dos outros e frequentar melhores estabelecimentos. Como diria meu amigo Jo Soares a um entrevistado que reclamou que as coisas estavam caras: “as coisas nao estao caras….vc que esta ganhando mal”. Vao a luta, estudem, melhorem de vida e guardem seu boicote pra si proprios, pq pessoas de personalidade nao se influenciam por opinioes alheias.

    • JG disse:

      Seu merda.

      • Junior disse:

        Pessoas ignorantes agem assim. Nao me leve a mal, eh uma critica construtiva. A evolucao so vem com sacrificio. Ficar revoltado porque os outros progrediram e vc nao consegue frequentar o mesmo ambiente deles de nada adianta. Esse boicote nada mais eh do q isso. Ao inves de trabalhar e melhorar de vida, eh mais facil pedir aos outros que deixem de consumir pros precos baixarem e vc poder consumir.

        • Otto Lima disse:

          Você já ouviu falar de LEI DA OFERTA E DA PROCURA? Pois o consumidor tem, sim, o poder de regular o mercado e isso, porque é ele quem determina a demanda. Essas pessoas a quem você chama de “fracassadas” estão apenas fazendo aquilo que você deveria estar fazendo também: fazendo valer o seu direito de pagar o preço justo por aquilo que compra.

          • Junior disse:

            Concordo, todos conhecem a lei da oferta e da procura e eu pratico! Quando vou a uma concessionaria comprar um carro e acho que ta caro eu trabalho ainda mais pra ter condicoes de chegar la, nao fico pedindo pra vc nao compra-lo para o preco baixar e eu compra-lo mais facilmente. Quem determina o preco das coisas eh o mercado como um todo, se o preco subiu eh pq tem quem pague, se vc nao pode, procure qualidade inferior e mais barato, mas nao peca pros outros deixarem de consumir pq isso eh ridiculo.

        • Arlette disse:

          Certissimo, Junior. Pessoas ignorantes agem como você. Não me leve a mal, é só uma crítica construtiva, nada contra!

    • Otto Lima disse:

      Como disse uma vez o empresário Álvaro Garnero, que é bilionário de berço, “dinheiro não aceita desaforo”. Admira-me você, garoto de classe média, aceitar sem ponderar uma cultura que faz as pessoas gastarem o dinheiro que não têm para ter coisas que não precisam, só para ostentar um status que acham que têm.

    • roberta disse:

      Falta mesmo cultura em vc, meu caro junior. Essa nova classe média a qual vc se refere que não se importa de gastar, provavelmente ganhou dinheiro de uma forma ilícita. Nos países desenvolvidos, há muito tempo as pessoas protestam e conseguem manter os preços mais justos. Enfim, vc deve ser um daqueles que apenas ganhou dinheiro mole mas não viajou e nem se aprofundou em outras culturas. Como dizia minha sábia avó “quem nunca comeu melado quando come se lambuza” Vai fundo gastando o seu dinheiro sem menor pudor. O que vem fácil, vai fácil.

  13. Alex Carvalho disse:

    Crônica fútil! Aproveita a tua visibilidade e fala de coisas que realmente importam na vida real para pessoas que não vivem a vida real, essas que estão te aplaudidndo… falar de água de côco e cadeira de práia não muda nada…

    • Otto Lima disse:

      A questão não é a água de coco ou a cadeira de praia: é mostrar aos empresários gananciosos desta cidade que o nosso dinheiro não aceita desaforo.

      • Arlette disse:

        Opps, Otto, gostei! 🙂

      • Alex Carvalho disse:

        Quem “tem dinheiro” tem mais é que pagar caro por serviços “fúteis” Quem não tem dinheiro realmente, não usufrui desses “serviços” e são esses que sofrem! Os “empresários ganaciosos” fazem parte da classe dos que não querem pagar pelo cocô ou pela cadeirinha na práia!

  14. JG disse:

    E os preços dos imóveis? Também é comodismo de carioca? Ou a opção é morar debaixo da ponte enquanto o preço não baixar? Porque, não sei se o pessoal que comenta por aqui sabe, mas quem não é herdeiro ou paga aluguel (exorbitante) ou financia na caixa em 35 anos (o preço exorbitante). E o transporte, ruim, ineficiente, pouco confiável, violento, poluente – agora a R$3,00? O carioca passa a ir pro trabalho a pé? Anda de bicicleta (e é atropelado pelo motorista de ônibus)? Infelizmente a vida real não é tão fácil de resolver quanto o Facebook ou este blog querem demonstrar…

  15. Livia disse:

    Olá, acho que o buraco é muito mais embaixo do que sugere sua crônica. Quem hoje em dia ainda acha que movimentação nas redes sociais não reflete o que acontece “no mundo real” está bem atrasado. As redes sociais nada mais são que um reflexo, em menor ou maior grau, dos acontecimentos do dia a dia das pessoas. Vejo pessoas se mobilizando pra muitas coisas no Facebook, desde boicotes a preços absurdos até manifestações no centro da cidade. Falar que quem reclama no Facebook não faz nada parece não conhecer o poder das redes sociais atualmente.

    Além disso, seria muito simples se o caro pãozinho da padaria ser, então, comprado, no mercado, mas em alguns casos nem essa opção existe. Em Ipanema, por exemplo, as padarias são escassas e possui três mercados, todos da marca Zona Sul, ou seja, acordar de manhã e comprar um pão quentinho por um preço muito justos, em um lugar onde as pessoas não se incomodam em pagar a mais por isso, fica bem difícil!

  16. Luciana disse:

    Concordo que os preços estão absurdos e que há muita gente acomodada, infelizmente. Eu, por exemplo, não pago 12-13% de gorjeta de jeito nenhum. Dane-se a cara feia do garçom e do gerente. Agora, nada disso é exclusividade do Rio. Toda cidade grande e turística passa pelo mesmo tipo de problema de superinflacionamento de preços. Vai ver a diferença de preço de um cafezinho e um croissant num café de frente pra Torre Eiffel e um na rua de trás. E também tem fila na porta, garanto. O que está acontecendo no Rio é resultado direto da especulação insana e nojenta por conta dos grande eventos que a cidade irá receber e pelo aquecimento da economia brasileira. A questão do porque desse aquecimento (aumento do consumo ou não) é outra discussão. Agora, o autor vai me desculpar, mas você mora no Rio? Acho difícil de acreditar. Comparar não carregar cadeira pra praia e levantar peso na academia é, no mínimo, muito fraco. Você percebe a carga de preconceito no que acabou de falar? E todo mundo aqui achando o máximo? Me poupem. E sim, é horrível pegar um ônibus cheio carregando uma cadeira e uma barraca. Conheço muita gente que, se tivesse que carregar sempre, iria com muito menos frequência à praia. Você tem noção do tamanho do Rio de Janeiro? Só quem vive nos bairros das praias podem ir andando. Carro? Ah, é só andar mais 50 metros pra estacionar no vaga certa? Só se for no seu universo paralelo, porque no Rio, ir à praia de carro, só em último caso, famílias com crianças pequenas ou quem mora muito longe. É notório há anos o problema de falta de vagas nas ruas da Zona Sul.

    Sinceramente, acho que você abordou questões sérias e importantes inerentes ao Brasil e ao comportamento humano, mas argumentou da pior maneira possível. Na verdade, esse texto parece mais um recalque do que uma argumentação séria e coerente.

  17. Diogo Barioni Abdalla disse:

    O argumento parece lógico, mas tem um buracão: quem diz que são as mesmas pessoas que reclamam e que pagam? Que tenha um monte de gente reclamando, e um monte de gente pagando, não quer dizer que sejam as mesmas pessoas.

    Eu apostaria que a maioria dos que ficam de mimimi nas redes sociais são justamente aqueles que se recusam a pagar (como eu). O problema é que além deles tem ainda uma caralhada de gente que paga de boa, ou porque não liga, ou porque tem grana, ou porque acha que vale mesmo.

    Vamos exemplificar: preço de show, tá um absurdo, todo mundo sabe. R$ 800,00 pilas pra ver o show da banda X. Eu, mesmo sendo fão, me recuso a pagar. Só que outros 3 mil acham de boa, são ricos, ou são fãs “a qualquer custo” etc. Resultado: o show lota. Não com os que reclamaram do preço, mas com os que acham normal. Aí vai baixar o preço por que?

    Mesma coisa vale pra PS4, imóveis, restaurante, tudo.

    “Tem quem pague”, foi o que o cara de uma padaria cool aqui de SP me disse uma vez, quando eu me recusei a comprar um suco porque achei o preço absurdo. Sai da padaria sem comprar nada, nunca mais voltei. Mas sempre passo lá e tem fila. “Tem que pague” e, nessas condições, “poder do consumidor” é uma balela.

    • Junior disse:

      Disse tudo. A verdade eh que as coisas subiram de preco pq tudo subiu de preco… esquecem que engenheiros, medicos, executivos todos viram seus salarios inflarem nesse boom de crescimento economico. O que acontece eh que alguns nao pegaram a onda ou entao nao tiveram o mesmo ganho, mas existe sim uma nova classe media muito bem remunerada e que faz questao de pagar mais pra ser melhor atendida e com qualidade. Isso eh uma realidade. Eh so vc ver por exemplo, que os ingressos da copa foram em sua maioria comprados por brasileiros, e bem caros diga-se de passagem. Vamos dizer o q? Nao comprem ingressos da copa!! Surreal!??

      • Arlette disse:

        Quem diz que são as mesmas pessoas que reclamam e que pagam, como disse muito bem, o Diogo. Eu reclamo e nao pago, vc nao reclama e paga, como tantos outros nao “fracassados”.
        Ass. Arlette #fracassada#

        • Junior disse:

          Novamente peco desculpas se fui mal interpretado. Em momento algum chamei voce ou qualquer um de fracassado. Alias, se for pela sua logica Arllete, eu tb sou fracassado, pq gostaria de ter acesso a hospitais de ponta e nao viver de plano de saude, pq o preco de disponibilidade de um hospital de ponta eh surreal nao eh verdade?? No entanto, eu nao pago mas tb nao reclamo, pq tem quem pague um Albert Einstein. Nao peco pra boicota-lo, primeiro pq desconheco os custos e todo o aparato que akilo tem e segundo que cada um sabe da sua condicao, eu nao tenho o direito de tentar mudar a opiniao das pessoas. Vi no site que fizeram do surreal pessoas tirando fotos de cardapios de estabelecimentos e detonando sem conhecimento algum, sem saber preco de uma loja em shopping que eh uma fortuna, sem saber o preco de iptu, gas de comercio que eh muito mais caro enfim, tantas variaveis que os leigos no site simplesmente comparam ao preco de uma comida feita em casa. E o mais perigoso de tudo, pedindo pra boicotar marcas consagradas de empresas que tem imagem e que por um site perigosamente mal intencionado, ate por concorrencia, pode denegrir a imagem de anos de estabelecimentos.

          • Arlette disse:

            Caro Junior, fique tranquilo, fracassada me senti ao ler todos os seus comentarios. Mas agora tudo bem, me levantei do castigo que impus a mim mesma, ajoelhada no milho de pipoca, escrever 100 vezes a frase: eu sou fracassada. Ja estou na trigésima, já já acabo. Mas agora, o que fazer com a culpa de falar sobre precos abusivos sem conhecimento de causa?.. Será que vou conseguir dormir? Eu, nao sei, mas você, tenha uma boa noite.

    • Arlette disse:

      É isso ai, Diogo. Muito bem!

    • Pedro disse:

      Perfeito. É exatamente isso: tem quem pague. Quem acha que vale paga. Quem acha caro não paga. Quem vive na ZS do Rio e tá reclamando tem duas opções: ou corre atrás de ganhar mais dinheiro ou se muda para algum lugar com custo de vida menor. É utópico achar que quem tem grana vai parar de pagar para ajudar quem não tem.

  18. renata disse:

    A crônica é bem bacana, mas de ZS pra ZS, né? Eu moro em Campo Grande e acho que o Rio está sim com preços surreais e sabe o que é pior? Não tenho nem grana pra pagar e reclamar depois no Facebook e aí sabe o que acontece? Fico sem. Pra quem pode se dar ao luxo de pagar 6 reais no coco e sair reclamando, beleza, vai ao ponto. Para quem não pode, não consumir não é uma opção mas a única. E aí a vida fica bem mais difícil. Claro, se os coleguinhas parassem de pagar seria melhor para todo mundo, mas os preços estão absurdos até em itens básicos em qualquer lugar até aqui na periferia, para nossa realidade. Sair de casa daqui onde é necessário pegar duas conduções para a maioria dos lugares ou onde espertamente diminuem a frota de ônibus normais e aumentam os frescões de 9 reais se torna quase impossível.
    Está surreal sim, amigo.

    • Pedro disse:

      Mas ai você quer o que amigo? Que quem tem condição de pagar R$ 6 num coco e esteja disposto a pagar não pague para te ajudar? Ai já é demais. O vendedor pode botar o coco a R$ 20. A decisão cabe a ele. Paga quem quer. Quem achar caro não paga, simples assim.

  19. Luiz disse:

    Uns reclamam e criticam no Facebook. Outros criticam, em seu blog, aqueles que criticam no Facebook…. Vou publicar no Twitter uma critica à critica sobre a critica no Facebook… Êta, confusão! 😛

  20. Bruno Mais disse:

    A crônica que resume esse verão no Balneário Carioca!

  21. André Flores disse:

    Caralho, achei sensacional. Parabéns pelo texto.
    Já ouvi coisas do tipo “Ah, e você quer que faça o quê? Que a gente pare de comprar/gastar/pagar?”
    Bem, não precisa. Basta achar algo em que o valor que o vendedor estipula é o valor que o comprador acha que aquele produto/serviço tem.
    Merece ser compartilhado.

    • Junior disse:

      Isso ai Andre, ja existe um site iniciado em BH, que vai na contra-mao do RJ. Eles fizeram isso que vc esta falando. Eles divulgam os estabelecimentos com melhores precos, mais acessiveis na cidade, pras pessoas aproveitarem melhor, trocar ideias e curtir de acordo com a opcao de cada um. Nao tem nada de boicote, eh indicacao positiva de estabelecimentos. Se a gente entrar nessa onda de boicote nao pague, ate nossos filhos teremos que tirar do colegio, pq a professora esta ganhando mais, a mensalidade disparou e ta caro entao nao pague. Nao compre roupas tambem, ta caro, nao eh essencial todos podem andar nus pelas ruas ate os precos baixarem e por ai vai, coisa de maluco mesmo.

  22. Raquel disse:

    Quem disse que o pessoal do facebook paga os preços altos? Pra saber que eles existem não necessariamente as pessoas consumiram. Se ninguém faz nada, è pq são acomodados, mas se tomam iniciativas por redes sociais, são taxados de hipócritas. O fato é que: sempre tem alguém pra criticar!!! Óbvio que tem gente que paga o preço cobrado, não precisava do seu texto pra saber disso. Mas achar que essas pessoas são necessariamente as da comunidade… Muita imaturidade. E ninguem tem um comportamento padrão, dependendo da ocasião se gasta mais sem ter outra alternativa, e noutros dias se gasta menos! Vejam o lado bom desse apelo social, lugares com preços melhores estão aparecendo, e pra quem ainda não parou pra pensar nos preços abusivos (só quem for muito rico) serve pra reflexão! Parem de crucificar tudo…

  23. Pedro disse:

    A crônica é bem-humorada, mas, assim como a grande maioria dos comentários, não aborda o que acredito ser a causa raiz desta situação no Rio e no país.

    Muitos citaram a lei da oferta e procura e mencionaram o lado da demanda (tanto os desejos e necessidades das pessoas quanto o poder de compra), mas poucos atentaram para o lado da oferta. Uma maior oferta de produtos e serviços gera maior concorrência. Mercados concorrentes, com ampla oferta de produtos/serviços similares e substituíveis, com quantidade razoável de empresas capacitadas/produtivas, e com demanda equilibrada e correspondente, têm preços mais razoáveis e menos distorcidos.

    Para entender melhor a relação causa-efeito, utilizo a metodologia de causalidade de perda (LCM em inglês). Assim, a nossa perda financeira – os Surreais que eventualmente pagamos – é causada pelo incidente de preços abusivos de produtos e serviços (desde básicos e necessários até supérfluos). A principal causa imediata destes incidentes Surreais é a oferta reduzida (a demanda no país cresce, porém em ritmo lento, de acordo com nossa economia, e sem muitos choques de um modo geral). As causas básicas da oferta reduzida são: falta de concorrência, inexistência de produtos complementares ou substitutos em quantidade e empresas pouco capacitadas/produtivas. A falta de controle (gestão) é muito mais pública do que privada, como podemos perceber pela minha lista dos principais fatores (na minha visão, sem ordem especial e com possíveis interdependências): falta de infraestrutura básica e tecnológica, falta de meritocracia (ineficiência, baixa produtividade e perdas); impostos excessivos e ilógicos, burocracia e corrupção (“custo brasil”, sonegação, interesses políticos, ambiente hostil a negócios); insegurança jurídica e falta de regulação/fiscalização eficiente (falta de ordem e cumprimento da lei, impunidade criando uma série de problemas legais, aumento da percepção de risco econômico gerando maior cobrança por retorno financeiro para projetos viáveis e falta de investimento para projetos inviáveis nessas condições); falta de mão de obra qualificada e baixo nível tecnológico (baixo nível de empreendedorismo e inovação); etc.

    Seria necessário um extenso e compreensivo plano de ação para corrigir todas essas falhas de nível gerencial e executivo por parte, principalmente, do governo. Porém, a iniciativa privada, os investidores, os donos de negócios e os empreendedores também podem fazer a sua parte, corrigindo suas falhas e gerando maior oferta. Essa infinidade de fatores negativos, infelizmente sem perspectiva de melhoria, não é estimulante. Mas, ainda assim, é possível abrir e manter negócios lucrativos sem preços abusivos, recorrendo mais uma vez a lei da oferta e procura.

  24. Daniel disse:

    Em São Paulo a situação está pior. Qualquer restaurante cobrando 50-60 reais o prato, rodízio de japonês com peixe meia-boca por 70 reais pra cima, vallets então… A diferença é que aqui a pessoa sente o exagero do valor, mas não fala nada, não reclama. Em SP virou Status poder pagar caro por todas essas coisas que obviamente não valem o valor cobrado. A pessoa paga quieta para mostrar aos outros (muitas vezes, gente que nem conhece) que PODE pagar, mesmo que esteja jogando seu dinheiro no lixo. A culpa não é do capitalismo, mas sim desse espírito consumista que vêm dominando os brasileiros em todas as classes. Simplesmente pra mostrar aos amigos e desconhecidos que pode. Medíocre, mas é o que acontece. Parabéns, Brasil.

  25. Rose disse:

    Carioca acha feio reclamar de preço, é coisa de pobre.

  26. Vitor disse:

    Sensacional o texto e o blog. Parabéns pelo belíssimo trabalho. Críticas finas, irônicas e precisas são raras. Continue escrevendo!

  27. Marcos Soares disse:

    Necessário se conscientizar que tudo isso se resolve com a união do povo e vergonha na cara. Se depender de políticos, nada acontece neste País, além da constante roubalheira.

  28. Alexandre disse:

    Aerochair é BOM DEMAIS!!!

  29. Maysa de Lacerda Freire disse:

    É isso mesmo.O povo*adora* ser explorado, pois inventa que agora é *mico* andar pela rua com os apetrechos de praia,coisa que nós, coroas hoje,sempre fizemos e certamente estamos com a cuca muito mais bem resolvida do que a da juventude atual.Gente que não enfrentou guerra mesmo, fica querendo *babá* para o resto da vida.

  30. Adilson disse:

    Leo, a meu ver o que intriga não é o fato de ser uma realidade insana. É o fato de estarmos conscientes de que ela existe, já existiu há décadas atrás nos períodos de inflação e o fator principal parece ser a luta pela sobrevivência, uma consciência animal primitiva, cuja versão atual pode se traduzir por “garantir o meu a todo custo” ou “todo mundo faz”. Não sei qual deles representa mais o desespero humano e coloca em risco a vida e os esforços daqueles que nadam contra a corrente das doutrinas sociais. Abraço, parabéns pelo post.

  31. Marcelo disse:

    Confesso que quase chorei lendo sua primeira resposta Regina e vejo que vc é uma pessoa do bem! Não importa se é Rico, Pobre ou Classe média, o que realmente importa é o coração de cada um!

    Parabéns por ser essa pessoa de bem e espero conviver com mais gente como você!

    abraço!

  32. regina mas disse:

    Oi Marcelo, não chora não… ou vamos acabar numa choradeira generalizada… risos…
    Eu tento agir com justiça e humanidade, pois fui criada dessa forma. Sei que existem milhares de pessoas como eu.
    Li com atenção todos os comentários, sendo que alguns são muito bons. No entanto, o que importa mesmo é o fato de as pessoas estarem opinando, ainda que não se concorde com tudo. Isso é democrático.
    Leio e penso sobre o que dizem. Por exemplo, é fácil pra quem mora perto das praias, levar sua barraca, cadeira, etc… como eu, quando ia à praia – velhos tempos – sempre levei.
    Mas há os que vêm de longe, tomam condução… aí fica complicado mesmo. Ou senta na areia fervendo e leva sol no lombo ou paga por cadeira e barraca.
    Não é dizer: “pago por que posso pagar e quem não pode, que se dane!”… Ora, não vivemos sozinhos. Lutar por um preço justo é, também, exercer sua cidadania, lutar por uma sociedade mais justa e equlibrada. Isso é bom pra todos!
    Reparei ainda que quem “comanda” o mundo é o deus dinheiro. Até hoje, esse foi o post do Leo com mais comentários. Acho que o único que aborda o assunto grana diretamente.
    A leitura dos posts, assim como dos comentários, me interessam muito… Posso sentir e pensar sobre… Isso é bom. Parece que gosto de pensar… e gosto mesmo!
    Abçs regin@

  33. Pri disse:

    Paga quem gosta de ostentar, ou não sabe quanto vale o dinheiro. Isso aprendi com meus tios endinheirados, eles conferem td e não pagam 13% por exemplo e ainda chamam o gerente e falam que é roubo. Gente fútil que tem medo de pagar mico é que pega o suado dinheiro e paga! Tem gnt que não reclama pra mostrar que tem, quem tem mesmo conta centavos! Um dia esses plays crescem… ou não!

  34. Rafael disse:

    O nome disso é Capitalismo. Se acha caro, simplesmente não compre… em sociedades inteligentes funciona que é uma beleza.
    Aposto que todo mundo que reclama faz fila no Outback pra comer aquela costela sem gosto com aquele molho azedo e saem satisfeitos, como se fosse o melhor pratod o mundo.
    O problema, amigão, é que comer em restaurante caro, usar roupas caras, andar de carrão… é símbolo de status e muita gente paga por isso.
    Já alugar cadeirinha na praia é coisa de preguiçoso mesmo. Além disso o dono da cadeirinha bota o preço que quiser, a cadeira é dele e você aluga se quiser. Leve a sua e pare de contribuir com a esperteza do dono da cadeira.
    A cidade só está cara porque tem gente que paga.

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