O trânsito são os outros

Carlos Alberto vai todo dia ao trabalho de carro. De Ipanema ao centro, via Rebouças. O carro é importado. Carro não, SUV. Imenso, cabem sete passageiros, vai de 0 a 100 em cinco segundos, chega a 250km/h e tem tração nas quatro rodas. Poderia vencer qualquer rali no mundo, mas atualmente está parado no trânsito do Rio. Carlos Alberto tem mulher e um filho e usa o SUV para ir ao trabalho, de segunda à sexta, e ao shopping no fim de semana. Hoje saiu as oito e já está preso no engarrafamento da manhã. Carlos Alberto está chateado.

Agora esse engarrafamento começa na porta de casa. PQP. Culpa desse prefeitinho, desse governador. Agora todo mundo tem carro. Cadê a porra dos ônibus? E o metrô?  Político é tudo igual, cambada de ladrão FDP, tudo corrupto. Só quer saber de roubar, trabalhar nem pensar. Por isso que essa cidade sempre está uma zona, parece filme de terror.

Carlos Alberto segue pela Lagoa. Quando chega perto da Catacumba ele corta por dentro do posto de gasolina para sair mais à frente. Com isso aumenta o engarrafamento, já que vários tem a mesma idéia e juntos provocam uma retenção enorme na saída do tal posto.

Custa esse fudido com esse carrinho de merda dar passagem? Essa lata velha não passa de dez por hora, é por isso que tem engarrafamento. Cadê a porra do Detran que deixa essas merdas andarem na rua? E a tal vistoria? Como é que essas carroças passam na vistoria?

Mais à frente tem um sinal. Está vermelho mas Carlos Alberto segue assim mesmo. Um guarda de trânsito vê a infração e o SUV importado ganha uma multa.

PQP! PQP! Merda de guardinha! Pra quê tanto sinal? Quem atravessa a essa hora? Só tá aí pra atrasar a gente. Eu com pressa e essa polícia de merda me atrasando, em vez de prender bandido atrapalha o cidadão, só pra encher esses políticos de grana. A gente paga uma fortuna de imposto pra sustentar guardinhas pilantras! Vai multar a tua mãe, ô safado!

Na altura da curva do Calombo Carlos Alberto acha que a fila do lado está indo mais rápido. Muda de faixa mas não se preocupa em sinalizar a manobra. Com isso fecha um motoboy que vinha voando pelo corredor. Este quase cai mas consegue desviar na última hora. Acaba raspando o retrovisor do SUV.

Caralho! Caralho! Arranhou o retrovisor! O conserto vai custar mais do que a porra da moto desse animal! Cadê o merda do guardinha agora? Bando de FDP!

Perto da Fonte da Saudade tem um sinal. Carlos Alberto passa no amarelo mas como está tudo engarrafado ele para dois metros à frente e fecha o cruzamento. Os outros carros também avançam e todos, imobilizados,  buzinam sem parar.

Vão sifu, seus merdas! Não tão vendo que tá tudo parado? Querem que eu faça o quê? Que eu fique pra sempre no sinal? Tô há uma hora nesse engarrafamento e os viadinhos querem que eu fique pra sempre na porra do sinal? Tão com pressa? Comprem um helicóptero!

Perto da entrada do Rebouças a situação fica ainda mais confusa. Carlos Alberto tenta ultrapassar um ônibus pela direita. Na manobra quase atropela um ciclista que seguia junto ao meio fio.

Putz, ainda bem que não atropelei. Isso sim ia me atrasar. Mas o que esse maluco tá fazendo na rua? Lugar de bicicleta é na calçada. Agora além dos motoboys vou ter que me desviar da bicicletinha também.O que eu pago de IPVA dá pra comprar dez dessas e umas cinco motos, mas eu é que tenho que dar passagem pra todos eles. Brasil é uma merda mesmo. Você paga pros outros aproveitarem.

Carlos Alberto chega no túnel. O trânsito ali esta um pouco melhor. Ele acelera. Carlos Alberto tem um aplicativo no celular que indica onde ficam todos os pardais na cidade e segue no Twitter a conta que entrega as blitz da lei seca.

Os caras colocaram outro pardal aqui no túnel, acham que vão me enganar. Só mané cai em radar. Igual a essa porra dessa blitz da lei seca, você trabalha a semana toda e no sábado não pode tomar uma caipirinha que aparecem logo esses vagabundos pra tentar te ferrar. Se fuderam, o Twitter acabou com eles. Tecnologia resolve tudo. Meu carro tem onze airbags e multi ABS, é o lugar mais seguro do Rio. Se tiver acidente eu é que não vou me dar mal, então tenho o direito de beber o que me quiser. Vão ter que achar outro otário pra tirar a carteira. Cheio de traficante e bandido na cidade e eles acham que eu é que sou perigoso, só por conta de uma ou duas caipirinhas. Muita falta do que fazer.

Carlos Alberto chega ao centro. Deixa o carro com um guardador ilegal que dá metade do que ganha para um policial que o deixa estacionar os carros onde é proibido. Em cima da calçada, para ser exato. Com o que arrecada com os guardadores do centro o policial já conseguiu comprar o seu próprio SUV importado.

Porra, quase duas horas pra chegar no trabalho! Assim não é possível. Tem que fazer outro túnel, duplicar o Aterro, construir mais viadutos, sei lá, se virem. Como é que eu vou chegar no trabalho se não for de carro? Ônibus não dá pra encarar, tudo cheio, caindo aos pedaços, vão me assaltar. E ainda por cima teria que andar dois quarteirões pra chegar no ponto. Se for de Metrô é pior, são quatro até a estação e tá sempre lotado. E aí? Faz o quê? Por isso que esses black blocs quebram tudo. Falta alguém pra dar um jeito nesse trânsito, tá uma bagunça, cada um faz o que quer.

Carlos Alberto não lembra em quem votou nas últimas eleições. Na próxima, chateado com o governo e os políticos, pretende anular o voto. Que se danem todos, pensa Carlos Alberto. Igual a filme de terror.

 

 

28 thoughts on “O trânsito são os outros

  1. regina mas disse:

    Olá Leo, estava ansiosa pra receber mais uma crônica sua… Precisava rir um pouquinho… Dessa vez não ri… não ri nada… Mesmo assim valeu. Você expõe uma verdade triste que, infelizmente, tenho eu mesma notado no comportamento de vários brasileiros que reclamam veementemente da corrupção – claro, com razão – mas, no entanto, quando podem dar o célebre e abominável “jeitinho brasileiro”, não pensam duas vezes.
    Como você bem disse no título da crônica, “O trânsito são os outros”… assim como a ética, o respeito, a decência… tudo isso é para OS OUTROS.
    É Leo, nosso povo precisa se educar. Será que algum dia chegaremos lá?
    Parabéns por mais essa ótima crônica que fala sobre uma verdade mais que verdadeira.
    Um abraço e aguardo a próxima
    regin@

  2. Gilberto Borba disse:

    Desculpe, Leo. Gosto das coisas q vc escreve, mas hj, discordo. Sei que existem MILHARES, MILHÕES de C.A. por aí. Conhecemos vários mesmo, não é? Mas a culpa do caos urbano não é nossa, Leo. É sim da falta de infraestrutura urbana, do descaso, da falta de humanidade dos governantes dessa cidade linda, q aprendi a amar. Culpar a população é fácil: difícil é falar dos fracassos do BRT, da licitação dos trens, da Barca…

    • Ricardo Luigi disse:

      Prezado Gilberto, desculpe discordar, mas acho que culpar a política é fácil. Mas construir a política a partir do cotidiano, de forma que os governantes nos representem e nos dotem da infraestrutura necessária é um pouco mais complicado.

      E nenhuma infraestrutura urbana dará conta dos carros cada vez maiores e mais numerosos com uma pessoa dentro apenas. Saudações,

      Luigi

      • Gilberto Borba disse:

        Entendo, Luigi. Mas apenas para aprofundarmos um pouco mais: a política de incentivo aos carros, partiu de quem? A cultura do consumir para o país crescer, partiu de quem? Por isso eu acho não mais fácil culpar a política, mas sim mais corajoso. Culparmos o povo? Então ok: mas porque as pessoas não são mais sociáveis? Educação (escolas mais e melhores)? Se for considerado que é próprio da cultura brasileira a falta de sociabilidade, estaremos aceitando que somos inferiores a qualquer outro povo, quando na verdade, somos todos iguais. O que muda é o ambiente. Político. rs

        • Guilherme Castro disse:

          Pois é. Se o governo não tivesse incentivado a produção de carros nós não comprariamos e nao teria tantos carros na rua. Se também tivessem construido mais infra-estrutura não ficaríamos engarrafados. E agora o que nos resta é esbravejar. Não há outra saída. Nós reconhecemos que não temos nenhuma capacidade ou autonomia para desenhar nosso destino. Desde as capitanias hereditárias que tudo está nas mãos dos donatários, dos nossos pais, do diretor da escola, do chefe da empresa, do prefeito, do governador, do presidente. Não temos controle sobre nada. E esta nossa situação de classe media brasileira.

        • Luigi disse:

          Oi, Gilberto. Em momento nenhum discordei de você, e vejo que não discordou de mim também. Só estamos apresentando enfoques diferentes.

          E a falta de sociabilidade, ou a falsa sociabilidade, talvez seja própria da cultura brasileira, no sentido de que a cultura brasileira é uma construção histórica. Mas sinto falta dessa autocrítica para construirmos “outros 500”.

          Grande abraço, obrigado pela discussão de alto nível, respeitosa, sintomática desse novo país que pretendemos erguer.

    • regina mas disse:

      Olá Gilberto, eu não entendi a crônica de hoje do Leo, da mesma forma que você. Acho que o enfoque dele foi outro. Há várias e variadas razões para o caos urbano: falta de planejamento, – projetos de longo prazo – descaso das autoridades que talvez não se entendam entre si, mais uma vez, a corrupção, transporte sem qualidade, etc. Tenho a impressão de que o que o Leo quis mostrar no texto foi a facilidade com que se culpa tudo e todos sem querer sair de sua zona de conforto e, pior, sem qualquer vislumbre de respeito ao próximo, – vide bicicleta e moto – e aos sinais de trânsito.
      Como falei no primeiro comentário e, aliás, como você mesmo falou, há milhões de CA no mundo que sabem criticar tudo e todos, mas se acham acima do bem e do mal, ignoram ética – talvez nem saibam do que se trata.
      Sem dúvida o governo tem sua responsabilidade, sim, mas não é só o governo. O povo, se mais educado e respeitador, daria sua contribuição.
      Na minha opinião, as mudanças que queremos na cidade, no país ou no mundo, começam dentro de cada um de nós.
      Abraços
      regin@

      • Gilberto Borba disse:

        Oi Regina, vamos lá: na crônica, em momento algum Leo sinalizou que culpa o Governo. Ele trata o C.A. como todos nós, hipócritas e reclamões, quando nós mesmo é que provocamos tudo. Ele não cita o incentivo a compra de carros, o subsídio da gasolina, o alto imposto nas bicicletas, a estado ridículo das poucas ciclovias… Ele simplesmente diz: a culpa é de quem reclama. Isso eu não concordo, e reafirmo, acho o Leo um cara sagaz e bem humorado, gosto disso e vou claro continuar a acompanhando seus textos. Só que esse aqui, desculpe, preciso dizer que não concordo.

        • regina mas disse:

          Olá Gilberto, você disse que em momento algum, nesta crônica, o Leo se refere ao Governo e/ ou às suas responsabilidades em relação ao caos urbano. Sim, é verdade, e isso porque o enfoque do Leo nesse texto, foi outro. Ele tratou tão somente do COMPORTAMENTO dos CA que ficam presos num engarrafamento. Os CA que se julgam acima dos OUTROS, em linguagem coloquial, os CA que “se acham!”, que tratam um mociclista com desprezo, um ciclista com falta de respeito, os CA que não obedecem um sinal de trânsito, os CA que pensam que ter dinheiro é tudo ou que tendo dinheiro se pode tudo.
          Todos sabemos que o caos urbano tem diversos motivos, no entanto, esse caos urbano não justica a falta de urbanidade de alguns CA.
          O ótimo texto do Leo tratou do COMPORTAMENTO de alguns e só. Quem sabe, em outra crônica, ele queira tratar, com o mesmo senso crítico e irônico, das falhas de infra-estrutura de competência dos Governos. Quem sabe? Fica a ideia, caso ele ache interessante.
          abços regin@

      • NILTON MAIA disse:

        Regina,

        Perfeitos os seus comentários acerca da crônica do Leo.
        Relembrando a frase de Sartre: “O inferno são os outros”, né? Como se o “inferno” não dependesse de cada um de nós!

        Um abraço,

        Nilton

  3. Luigi disse:

    Prezado Leo,

    Parabéns por mais esse texto maravilhoso. Diferente de todos os outros mas com uma virtude em comum: mais uma vez nos trouxe o prazer do pensamento inusitado, do texto inesperado, da tese na expectada.

    Luigi

  4. Rita Almeida disse:

    Excelente!! E é impressionante que depois de ler seu texto algumas pessoas ainda comentam como se elas, nós, não fossemos o trânsito!!

  5. Crônica de/do horror.
    Parabéns pela reflexão, todos os cariocas lamentamos que o Rio tenha chegado à esse ponto, tanto na prática como na ética.

  6. NILTON MAIA disse:

    Leo,

    Mais uma vez, uma crônica perfeita! Parabéns!

    Um abraço,

    Nilton

  7. Ray Lucas disse:

    Parabéns pela crônica, Leo! Eu tenho um SUV, não me identifico com Carlos Alberto, mas sei bem quem ‘ele’ é. Dia após dia penso em vender o carro e me locomover de ônibus, metrô, bike. Moro em Laranjeiras, o que dificulta um pouco as coisas. Por aqui é péssimo se movimentar de bicicleta e o metrô é só no Largo do Machado. O que tento fazer quando saio de carro é aplicar gentileza no trânsito, tanto com os outros carros, como com os pedestres. O impressionante é que as pessoas estão tão acostumadas a serem tratadas com grosseria, que muitas vezes se assustam, e não entendem quando você reduz para atravessarem, ou quando dá passagem. Os motoristas de taxi e ônibus, tão massacrados pelo cotidiano, em parte também não facilitam as coisas. Tenho a sorte de poder trabalhar em casa a maioria dos dias, mas quando tenho de ir ao escritório em Ipanema, toda a questão do trânsito me vêm à cabeça novamente, pelo pandemônio que é estacionar no bairro. Se você chega depois de 9:30h, a coisa se transforma em loteria. As vagas são dos Valets, e dos flanelinhas, credenciados ou não. Eles tem um sistema próprio que inclui combinações prévias, ameaças, e muita má vontade. São os verdadeiros donos das ruas. Enfim, temos de pensar seriamente nestas questões, acredito que seu texto seja uma janela pra isso. Já sabemos que contar com políticos não é uma opção, resta-nos, pois, enquanto cidadãos, tentar transformar essa realidade.

    • Diego Nunes disse:

      Vender o carro e usar táxi nos deslocamentos, posto que são curtos e esporádicos, sai mais barato e é mais cômodo por causa da questão do estacionamento. Ganha-se muito tempo. Pense seriamente a respeito.

    • Beth Lilás disse:

      Parabéns Léo, texto claro e muito significativo para quem mora nesta cidade e faz parte deste ‘caos urbano diário’.
      Me identifiquei completamente com o comentário acima, do Ray Lucas, pois comigo é a mesma coisa, quando paro para dar passagem a alguém, me confundem, têm medo de atravessar pensando que vou investir sobre ele. A loucura desenfreada que reina nestas grandes cidades, acomete o cidadão de medo e insegurança com relação ao outro.
      Mas, eu já estou deixando o carro em casa e aderi ao ônibus, moro em Icaraí e para andar por ali mesmo eu vou de ônibus, com ar condicionado e música ambiente. Se vou ao Rio, dou preferência ao frescão ou barcas e táxis. Carro só uso para passeios no final de semana.
      Também aplico gentileza no trânsito, mas não recebo na mesma proporção, esta é a verdade.

    • Odone Bisaglia disse:

      Ray Lucas,
      Faz 16 anos resolvi me tornar um motorista exemplar. Respeitar o pedestre- encontro a mesma dificuldade que você tem em ganhar a confiança do pedestre, veja só: paro o carro, faço o sinal com a mão para ele passar, pode acontecer: 1) ele recusa a gentileza e faz sinal para EU passar! 2) ele passa e ao chegar do outro lado da rua me agradece às vezes com gestos tão expressivos que até penso que ele vai ajoelhar. 3) os motoristas que estão atrás de mim buzinam como loucos me tachando de otário, é claro.

      Manter a distância do veículo a sua frente nas vias expressas( Lagoa-Barra, Amarela, Vermelha, Túnel Rebouças,etc) . A coisa se dá assim. Você vai para a pista da direita e segue a 60km/h. Deixa uns 50m de distância para o carro da frente. Logo logo um motorista da pista do meio, vendo aquele espaço todo, te corta com um fino e entra na sua frente. Pronto. Todo esforço para exercer uma direção defensiva vai pro brejo, porque agora existe um carro a 10 metros na frente do seu. Só te resta diminuir um pouco para que a distância regulamentar de 50 metros exista novamente. Isto até outro carro repetir a mesma manobra que descrevi acima. Conclui-se que é impossível dirigir defensivamente.
      Os motoristas do Rio usam o farol para te admoestar e agora criaram uma outra função. Outro dia eu estava dirigindo – sempre a 60km/h – e um carro começou a piscar o fato para mim. Procurei por: Porta aberta, pneu baixo e nada encontrei. Aí descobri o que ele queria: que eu andasse mais depressa! O cara quer regular a minha velocidade!
      Carro na calçada não ponho em nenhuma hipótese.
      Meus filhos me dizem que eu sou um motorista ” fora do ritmo da cidade”. E não é que eles têm razão?

      • regina mas disse:

        Olá Odone, parabéns e continue a ser esse motorista fora do ritmo da cidade. Quem sabe um dia a cidade adote o seu ritmo? Quem sabe? A esperança é a última que morre… risos…

  8. Como sempre, genial a reflexão. É a crônica sobre o cara-que-paga-IPTU-altíssimo-e-acha-que-tem-todo-o-direito-do-mundo. Personagem mais do que comum na classe méRdia.

  9. Cecéu disse:

    Transito caótico não é privilégio do Rio, morei em Salvador 5 anos e lá, se duvidar, ainda é pior que aqui.Isso não quer dizer que eu não enfrente coisas surreais na Cidade maravilhosa.Dia desses tava no Prezunic do Recreio com meu marido, estacionamento lotado, um Corolla poderoso atrás de nós buzinava loucamente.Achei que quisesse passagem e foi só chegar pra frente para o cara mostrar a que veio…Roubou a nossa vaga!!!rs Agora vê, o sujeito tem 80 pratas pra dar num carro bom, mas a educação é zero.Fiquei mais deprimida do que com raiva…

  10. Bia Mioni disse:

    Excelente!

  11. André Campos disse:

    Resumo: pelo jeito, há muitos “Carlos Albertos” leitores do blog. Pelo menos têm bom gosto, ahahah!

  12. Evando MATOS disse:

    Milton, muito oportuna a célebre frase de Sartre : “o inferno é o outro”. Penso que está frase resume a intenção do cronista, de modo que reflitamos sobre o assunto.
    Peço licença para cita um outro grande pensador francês, Pierre Bourdieu : “le réel n’est que social” (“o real é construído à partir do social”, numa tradução livre). Ou seja, tudo se passa (se constrói) num meio social, à partir das relações entre pessoas e suas contribuições. A sociedade reflete o que cada um oferece na construção da mesma. A sociedade se mostra como a vemos. Se nada vai bem na sociedade é pro que nossa visão de sociedade, talvez, nao seja a mais apropriada.
    Votar é importantíssimo, todavia nao é suficiente. Votar não é transferir responsabilidade, é transferir representatividade, a responsabilidade continua sendo nossa, dos cidadãos. Aliás, o cidadão é aquele que participa no processo construtivo permanente da cidade, ou melhor, da sociedade, com a força de trabalho físico e intelectual, com idéias, criticas, voto, portanto representatividade… Mas também acompanhar, sinalizar e exigir mudanças àqueles que nos representam, para o bem estar da coletividade.
    Uma sociedade democrática e justa só funcionar com participação ativa do povo. Votar e reclamar não basta.
    Evando MATOS
    Pense ao meio ambiente antes de imprimir.
    UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL.

  13. regina mas disse:

    Caro Evando, seu comentário é super lúcido e cabível no contexto, Parabéns!
    abços regin@

  14. Christinna Costa disse:

    E tudo começa só em jogar o papel de bala no chão. Deveres e direitos continuam sendo complicados na cabeça dos CA da vida…que em um nada belo dia, vai provocar um sério acidente , se onde ele for a única vítima…vá lá. Ou acabar tendo um enfarto fulminante…o que ainda é o menor também.
    Eu não tenho problema algum em relação ao trânsito…vendi o carro uns 5 anos atras…uso metrô, ônibus do metrô…táxi. Vou de carona e/ou táxi quando tenho um lazer não tão perto de casa. Ou alugo com amigos uma van que nos leva e pega e todos despreocupados com bebida e o bendito trânsito.
    Mas aí, claro…vai ter gente que dirá que isso é impossível…ficar sem carro? Como?
    Com essa droga de metrô!
    Daí essa gente viaja e lá fora pega metrô, ônibus, bicicleta e vem falando maravilhas. Como turista não é? Porque o dia a dia em muitas grandes cidades mundo afora, não é essa maravilha toda não! Já morei em 3…e em todo lugar, hora de rush, maior ou menor…existe!
    Em relação ao trânsito no Rio…estou muito bem obrigada.

  15. Arlette Mello disse:

    Leo, aproveitando sobre o que você escreveu, assunto trânsito, gostaria de saber se alguém ouviu falar de algum polo de alta costura na Barra – Av. das Américas? Tenho observado muitos costureiros transitando pela via fazendo zig zag para pronta entrega em alta velocidade. Ou talvez possam estar treinando uma nova modalidade de esporte para os Jogos Olímpicos de 2016. Há pouco tempo um costureiro desses chegou a tocar no paralama da frente do meu carro, em grande velocidade, e se não fosse a habilidade do meu marido ao volante, teria causado um acidente com consequências sérias. Raspou e seguiu veloz o seu caminho ziguezagueando loucamente pela avenida. Cadê as câmeras para controle desses infelizes?

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