A horrível e a terrível.

Se você quer viajar de avião no Brasil tem duas opções. A horrível e a terrível. Numa você é maltratado e ainda fica com fome. Na outra você consegue comer, mas tem um reverso que não abre, uma turbina que explode, esses probleminhas que acabam incomodando. Nenhuma cobra caro, desde que o passageiro compre a passagem com antecedência. Muita antecedência. Serve para quem for médium, tipo Chico Xavier, e souber que terá que viajar no dia 15 de fevereiro de 2023. Esse vai conseguir voar barato. Mas se for como todos os simples mortais e tiver que comprar uma passagem para a semana seguinte vai ter que vender um rim para pagar. E ainda vai ficar faltando troco para o Maxi-goiabinha.
Pode parecer que essas duas são o fundo do poço na área. Se esforçam de maneira comovente para chegar nesse esse título. Mas para tristeza delas sempre tem pior. E para servir de inspiração para as duas vou descrever uma viagem que fiz pela Ethiopian Airways.
Fui fotografar campos de refugiados na África. Um dos voos era de Adis Abeba, capital de Etiópia, para Bonga, na fronteira com o Sudão. Um trecho relativamente curto, praticamente Rio-SP. A dor de cabeça começava no aeroporto. O check-in era uma confusão. O processo era tão lento que parecia que tudo era feito com ábacos e papiros, o que não devia estar longe da realidade. Após essa primeira etapa todos eram revistados minuciosamente na entrada do avião. Tinha que tirar sapatos, levantar camisa, mostrar obturação etc . Tudo para embarcar num Fokker velho e cansado. Como todo brasileiro, fico tenso só de ouvir falar em Fokker. O que dirá voar em um. O mais engraçado, por dizer assim, era que eles temiam um atentado terrorista num avião que já estava a ponto de cair por méritos próprios. A cabine era toda remendada com esparadrapos. Não tinha como dar certo. Com uma hora de voo, ó surpresa, um dos motores parou. O piloto avisou que faríamos um pouso de emergência em Jimma. Fiquei preocupado mas os outros passageiros reagiram com tédio. Isso sim foi assustador. Estavam habituados, devia acontecer dia sim, dia não.
Conseguimos, por assim dizer, pousar. Depois foram três horas dentro de uma sala do aeroporto, esperando o conserto do avião. Foi então que o piloto avisou que não tinha solução e teríamos que esperar que uma peça viesse de Adis Abeba, provavelmente em outro avião remendado com esparadrapo.
Estávamos sem prazo para sair dali. Não houve nenhuma revolta, nenhuma reclamação. Eram os passageiros dos sonhos da Terrível e da Horrível. Os etíopes são famosos pela passividade, como os brasileiros pré-Black Bloc. Teríamos que dormir em Jimma, mas com despesas pagas pela Ethiopian, a aeromoça avisou com júbilo, como se uma estadia grátis naquele buraco fosse ganhar a mega sena. A cidade parecia Tatooine, de Guerra nas estrelas. E como tinham trancado o avião com tudo dentro, eu ia ter que sair atrás de sabonete, pasta de dente e desodorante. Coisa fácil de conseguir naquela região da África. Diante da minha cara contrariada um dos companheiros de viagem avisou: perto de Bonga, o seu destino final, Jimma é Manhattan.
Numa armação tipicamente latino americana, o piloto disse que a hospedagem paga pela Ethiopian era um “hotel” de um conhecido dele. Tratava-se de uma pensão xexelenta e os trinta incautos do avião os únicos hospedes. Os quartos eram coletivos e não havia água. Isso não impedia que o único banheiro continuasse a ser usado, tanto para o número um como para o dois. A privada parecia uma instalação de arte contemporânea. Os não etíopes, três gatos pingados, fizemos um motim e exigimos um hotel com água. O piloto, achando que lidava com os seres mais frescos do planeta,  nos levou, muito a contragosto, para um muquifo saído de um filme de faroeste. Era outra pensão, essa em cima de um pé sujo. Ao menos tinha água, o que transformava o muquifo no Fasano de Jimma. O fato do pé sujo também funcionar como boite e boca de fumo atrapalhava um pouco o sono, mas ao menos deu para tomar banho. No dia seguinte a boa notícia. A peça que faltava acabara de chegar. Voltamos ao aeroporto para prosseguir viagem. Como a especialidade da Ethiopian Airlines é o sarcasmo, todos fomos novamente revistados até a alma antes de voltar para o avião. Finalmente chegamos a Bonga. O cara tinha razão, perto daquilo, Jimma era realmente Manhattan. Não dava vontade de sair do avião, e o avião era um Fokker.
Passados os sete dias hora de voltar. No aeroporto, que era uma pista perdida no meio do nada com um container velho servindo de sala de espera e torre de controle, fomos avisados que o voo foi cancelado. Assim como fazem no Brasil, as companhias aéreas na Etiópia tem o hábito de cancelar voos que não estão cheios. Lei de Gérson, a única que vale no mundo todo. Tentei remarcar para o próximo vôo. O seguinte estava lotado. É o temido elo perdido da aviação fuleira. A opção era voltar de carro. Quatrocentos quilômetros por estrada de terra com minas perdidas, assaltos e sequestros. Praticamente um trem fantasma, versão hardcore. Fui salvo pela tosse de cachorro que uma pneumonia, brinde de Bonga, me proporcionou. O chefe da missão da ONU local ficou com medo de ter que repatriar um corpo para o Brasil, coisa complicada e trabalhosa, e mexeu os pauzinhos para me conseguir lugar no próximo voo. Três horas antes do embarque já estava dentro do container, torcendo para que o Fokker modelo 14 Bis chegasse, e melhor ainda, em condições de voltar. Dei sorte. Mas ainda faltava a inspeção e dessa vez tinha que tirar até as meias. Quanto pior a situação do passageiro mais eles caprichavam na revista. Os etíopes continuavam tranquilos. Para eles se o voo fosse cancelado mais uma vez, tudo certo. Sentar e esperar nunca era problema. Ferrados mas estóicos. Duas horas depois estava de volta a Adis Abeba. Agradeci a todos os deuses. Não se voa pela Ethiopian Airways sem ajuda do além.
A Horrível e a Terrível não chegaram nesse patamar da ruindade. Falta, ainda que pouco. Mas quando tenho que pagar R$ 1600 por uma ponte aérea e ainda querem me cobrar pela coca cola e o amendoim fico com saudades da Etiópia e da sua espetacular linha aérea. Ao menos a passagem lá me custou um décimo de uma Rio-SP. E com hospedagem grátis.

50 thoughts on “A horrível e a terrível.

  1. Bia Mioni disse:

    Ótimo, como sempre!

  2. Christian disse:

    Você deveria viajar também com a Air Gabon e com a Camair (Cameroum Air lines), veria que a Africa, apesar de muitas, acaba sendo só uma.
    Conta para a gente, quantos carregadores de malas tinha por mala no momento do desembarque.
    Já fui surpreendido na África por 4 pessoas puxando a mala que estava na minha mão, ao mesmo tempo. Por sorte, acho que por estar mais forte que eles, acabei vencendo o cabo de guerra.
    Gosto muito dos seus textos e comentários.
    Abs.,

  3. Norma disse:

    Muito bom!

  4. regina mas disse:

    Olá… não sei o seu nome e vou chamá-lo de “amigo”… oK?
    Então, amigo, você continua me fazendo dar boas risadas com seus textos. Depois do que li, tirei da cabeça qualquer ideia de viagem à África, seja de avião, ônibus ou mesmo a pé.
    Uma pena, pois deve haver lugares lindos por lá, mas desse jeito, nem morta.
    Adoro esse jeito jocoso, meio irreverente, que você usa em seus textos. Eu gosto de escrever e tenho um ou outro texto, mais ou menos, nesse estilo que também relatam fatos reais.
    Escrever é muito bom e ler, melhor ainda.
    Parabéns pelos textos excelentes!
    Publique num livro… eu apoiarei…
    abços
    regin@

    • carmen disse:

      Realmente um grande talento para a crônica.Humor ácido no ponto certo.Também apoiarei quando publicar.Abç

  5. Arlette Mello disse:

    Leo, você é um cronista maravilhoso com talento para fotografia 🙂
    Agora uma curiosidade que não quer calar: você quando criança, estudou em uma escola chamada Oféfia de Agostini?

    • Leo Aversa disse:

      Isso mesmo!

      • Jesus disse:

        Quem estudou numa escola chamada Oféfia deve ter sofrido tanto bullying que merece ganhar como bônus esse talento como cronista

        • Arlette Mello disse:

          Hmmm, você se engana Jesus, era uma Escola pequena, poucos alunos nas salas de aula e um ambiente bem familiar. Nada que se compare com os mega colégios de hoje. Mas como me ensinaram que Jesus sempre está certo, vou deixar você pensar que tem razão. Cuidado que este nome também é propício a um bullyingzinho.

          • Jesus disse:

            Olha, Arlette, se o nome Oféfia já era um prato cheio pro bullying, após saber que a Regina Casé fez o maternal por lá posso dizer que é um milagre de Deus Pai que nosso amigo Leo Aversa esteja aqui escrevendo essas crônicas maravilhosas. Imagino o trauma que ele deve ter sofrido!

      • Cora Ronai disse:

        Que coincidencia! Também fui de lá! Era uma micro escola muito simpática…

  6. Fábio disse:

    Putz, que texto engraçado e bem escrito. Que concatenação de ironias e tiradas bem feitas. Parabéns, adorei conhecer aqui!! 😀

  7. Odone Bisaglia disse:

    Lá vem você de novo com esta maledicência gratuita. Primeiro foi mamãe no Leblon, depois o Charles na Barra e agora…afinal o que é que você tem contra nós, aeroviários- negros-gays- etíopes? Chega, entendeu? Eu disse chega!

  8. Solange disse:

    Em 1990, quando viajar de avião era das coisas mais prazeirosas do mundo (que saudades da Varig!), em plena Glasnost, eu viajei pela Aeroflot dentro da Rússia, junto com os locais, e achei aquilo a coisa mais bizarra. Nunca poderia imaginar que, vinte anos depois, a coisa estaria igualzinha aqui, se não pior.
    Sou testemunha: pelo menos no nosso transporte aéreo, o socialismo venceu, camaradas!

  9. regina mas disse:

    Oi Odone, acho que você não entendeu bem ou mesmo nada dos textos…Enfim… você também me fez rir…

  10. Arlette Mello disse:

    Eu trabalhei na secretária da escola e lembrei do seu nome. Meus filhos mais velhos tambem estudaram lá. Acho até que vc. foi da turma do André que hoje é músico. André Boxexa. Que interessante, hoje estou aqui lendo suas crônicas e me divertindo com elas. Parabéns!

  11. regina mas disse:

    Conclui-se que o mundo é minúsculo!!!

  12. regina mas disse:

    Me desculpe, Leo… Só agora vi seu nome lá em cima. No outro comentário disse que não sabia seu nome… O fato é que sou distraída e fiquei tão envolvida com seu ótimo texto que não reparei no seu nome. Você, Leo, é um excelente cronista, de humor fino e sarcástico na medida certa. E, acredite, sou bem exigente com textos.
    Parabéns! Que venham outros, muitos outros!
    Abços regin@

  13. regina mas disse:

    Arlete, você também é bem humorada… Gostei do cometário! Agora uma curiosidade: onde fica essa escola Ofélia? Nunca ouvi falar. É no Rio de Janeiro?
    abçs regin@

  14. Arlette Mello disse:

    Regina, vamos voltar no tempo uns 39 anos. Era uma escola pequeninha que começou no Bairro Peixoto e depois mudou-se para a rua Henrique Oswald (início da rua Santa Clara) no Rio de Janeiro. Regina Casé (sua xará) fez o maternal lá. Era daquele tipo de escola que o professor pegava o caderno dos alunos para corrigir o dever de casa 🙂 Abs e obrigada

    • Cora Ronai disse:

      Fiz o Jardim de Infância lá ( moravamos no Bairro Peixoto).

      • Arlette Mello disse:

        Grande Cora Ronai, bom saber. Eu trabalhei lá quando já era na Henrique Oswald e conheci o Leo, ainda criança. Lembro bem dele. Hoje segui-lo aqui com suas crônicas tão bem escritas, é maravilhoso. Abs de uma fã!

        • Cora disse:

          O Leo é bem mais novo do que eu, Arlette. Eu ainda peguei a escola lá num canto da pracinha, devia ser bem no fim (ou no começo) da Francisco Braga.

          • Arlette disse:

            Sim, Cora. É mais ou menos da idade do meu filho que tambem estudou na mesma escola e na turma dele.

  15. regina mas disse:

    Oi Arlete, obrigada pela sua atenção à minha pergunta. Fiquei curiosa mesmo, mas como nunca ouvi falar dessa escola, resolvi perguntar. Início da Santa Clara é lá em cima, próximo do túnel. Sei bem onde é. Escolas como essa já não existem, eu acho. Hoje, quase todas, como você falou, são mega escolas e é uma pena. O aluno é apenas mais um e ponto final. Os tempos mudam e temos que nos adaptar, seguir em frente.
    Penso que vamos nos encontrar mais vezes por aqui, pois não perco essas ótimas crônicas do Leo que me fazem rir muito.
    Abços regin@

  16. Arlette Mello disse:

    Vamos sim, Regina. Eu também curto muito o que ele escreve. Abs

  17. Leila disse:

    Vce pode até escrever bem, com ótimas tiradas, mas remete-me ser uma pessoa cheio de amarguras e preconceitos, para mim, voce não disse nada, porque agiu como se estivesse entre o bem e o mau, não tem capacidade de vivenciar a realidade de culturas diferentes e sofridas, vá catar coquinho….da próxima, alugue uma aeronave especial para voce…

    • Jesus disse:

      Leila, aprenda a diferença entre “mau” e “mal” antes de despejar seu rancor por aqui. Desejo um pouco mais de luz na sua vida, meu bem, meu zen, meu mal.

    • regina mas disse:

      Leila, por mais que eu procure não consigo ver ou sentir qualquer traço de amargura nesse texto ou em qualquer outro do Leo. São textos críticos, sim, mas nada têm de amargos. São textos que nos fazem rir, jocosos. O fato de criticar não significa estar alheio ao sofrimento de um povo ou mesmo menosprezá-lo. O Leo vivenciou uma situação e a relata. Nós todos, habitantes desse planeta, vivemos entre o bem e o mal ou ainda entre o que é bom e o que é ruim. Cabe a nós, seja criticando ou, de alguma forma agindo, melhorar o que está mau. Achar que tudo está maravilhoso não ajuda em nada. A crítica, em alto nível, é produtiva, é construtiva. O Leo faz isso e muito bem em suas crônicas. Ele não tem sido ofensivo, mas crítico. Alíás, até ao criticarmos um texto ou qualquer outra obra, devemos manter a boa educação e não baixar o nível. Afinal, o Leo não obriga ninguém a ler seus textos…ele apenas envia. E, pode crer, a crítica e a jocosidade de alto nível já existem faz muito tempo. Você as encontra em diversos livros de Eça de Queiroz e mesmo no nosso grande Machado de Assis… Isso para mencionar apenas dois conhecidos literatos.
      abços regin@

  18. Maria Helena Rebelo disse:

    Leo, você é ótimo cronista, além de ótimo fotógrafo.Quando seremos presenteados com um livro?

  19. Cora Ronai disse:

    Texto maravilhoso, Leo, como sempre!

    • Arlette Mello disse:

      Olhem o peso do comentário da Cora Ronai. Com muita propriedade, em uma frase disse tudo. Parabéns!

  20. Eugênio disse:

    O que me impressiona, além do ótimo e divertido texto, é uma pessoa falar de amarguras e preconceitos, possivelmente vítima desavisada do política e psicologicamente correto, ser tão amarga a ponto de enxergar chifres em cabeça de cavalo! Algumas situações se tornam muito mais suportáveis com ironia.
    Por favor Leila, não vá confundir suportável com acomodação!

  21. Arlette Mello disse:

    Ai Jesus, que bom então Deus ter feito esse milagre e o Leo possa estar aqui escrevendo crônicas tão maravilhosas, para o nosso deleite. E eu, como não me chamo Ofélia, vou repetir uma parte do que já escrevi antes: Me ensinaram que Jesus sempre tem razão, vou deixar você pensar que está certo. Regina Casé foi um mero detalhe quando pesquisava sobre o nome da rua onde ficava a escola. Mas que bom ele ter passado por lá e ter saido incólume para a alegria de todos os seus fiéis seguidores. 🙂 Alegria Alegria, como disse Caetano Veloso (vixe, cuidado que falando o nome dele também posso sofrer buyllying) Abs

  22. Maria Helena disse:

    Que delícia mais esse seu texto.

    Acho que a que explode as turbinas pelo menos trata a gente com jeitinho. A outra é um verdadeiro Bar Lagoa voador, nao há ninguém que não tenha uma história de estupidez assustadora pra contar. Mas o triste mesmo é que viajar de avião virou um suplício no mundo em geral, náo é? Era tão lindo, era tão bom. Por conta de experiências péssimas, ja eliminei American Airlines e Iberia; Air France tá por um fio e Alitalia a gente tem que aguentar porque nao tem outra. Não é muito?

    A Avianca é uma boa surpresa na ponte Aérea. Eles ainda estão tentando conquistar a gente, como a horrível e a terrível fizeram no começo. São simpáticos, dão comida E sobremesa e o avião é vazio. Vale relaxar e fingir que acredita.
    (Nunca veja um documentário recente que fizeram sobre a Panair, que conheci só de nome. Vi duas vezes e nas duas fui dormir quase chorando.)
    Um abraço!

    • Rafael disse:

      E o que dizer da Lan Chile. Ja viajei por 15 paises, repetindo alguns 3 ou 4 vezes. Viajei muito de Gol, TAM, BRA e todas as que foram mencionadas aqui mas a tal da LAN Chile, pelo amor de DEUS!!! Avioes apertados, e eles ainda entopem de travesseiros e cobertores (voo de 4 he 30 min?), tripulacao grosseira, comida pobre e ruim. Tinha a opcao de viajar pela TAM ou por ela para Santiago, optei pela LAN por curiosidade, um horror!! O maximo que eu podia reclamar de uma cia aerea era a indiferenca ou a comida ruim mas essa dai da de 10! Um lixo voador. Nem mesmo a Air Canada que me recomendaram distancia conseguir. LAN Chile jamais!!

  23. Rosana disse:

    Amei o seu texto! Parabèns! Ri muito com a sua descriçao da viagem na Africa! Virei fa!

  24. tatiana disse:

    textos gostosíssimos de ler. obrigada, Leo!!!

  25. Tenho “passado batido” por outros textos que recebo, pois estou enfastiada por tanta coisa triste e insolúvel, tudo o que é relativo à política brasileira, mas não abro mão, desde a primeira cronica de sua autoria que li, de rir, me divertir e repassar aos amigos que também estão cansados da tragédia diária nacional.
    Por circuntâncias de profissão já passei por “muitas e boas” situações como essa que você passou na Etiópia, algumas são tão hilárias que entrarão no livro que pretendo editar, por isso, entro na fila agora para comprar o seu, apoio com louvor que edite suas cronicas em livro, estamos muito carentes do riso sem compromisso, de estimular o bom humor exilado por tantas falcatruas que nos deixam tristes e sem esperança. O riso abre bons caminhos, estimula a esperança, propicia boas conversas, por exemplo, essa conversa entre seus leitores onde a Cora Ronai deixou de ser uma página que tenho lido desde sempre para aparecer tão íntima, tão coloquial, amiga. Obrigada, Leo e muito obrigada aos leitores que deixaram seus ótimos comentários, prova de que tudo fica bem quando você se expõe com “esse seu jeito”. Beijos à todos!

    • regina mas disse:

      Olá Marilia, obrigada pela parte que me toca. Assino embaixo todo o seu comentário.
      abçs regin@

    • Arlette disse:

      Olá Marilia Barbosa, além de sermos agraciados com textos divertidos e bem escritos do Leo, também o interagir com todos os seus leitores, é muito bom. Como você disse: o riso abre bons caminhos, estimula a esperança… eu endosso, e como! Abs

  26. Neusa Oliveira disse:

    Adorei o texto, Leo Aversa!
    Agora, estou como uma dúvida terrível e outra horrível: não sei o que gostei mais, se da crônica ou dos comentários. Riquíssimos.
    Excelentes leitores os seus.
    Serei leitora assídua dos seus deliciosos textos.

  27. Fábio disse:

    Já deixei elogio aqui antes, mas quero deixar de novo. Esse texto é o meu favorito seu e um dos textos mais engraçados que li. Uma coisa que me impressiona é que você não perde o pique e a criatividade em uma frase sequer. Parabéns!

  28. DANIELA BORGES DOS SANTOS disse:

    eu estou chorando de rir com seu relato. Achei procurando informações sobre a ethiopian, pois vou pra africa do sul por eles. valeu a leitura pelas boas risadas q dei.

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