Foi Mall

Abriu uma nova sorveteria aqui no Rio. Uma filial da que eu frequentava quando criança. Era a chance de comprovar se o sorvete de chocolate deles era mesmo o melhor do mundo ou se essa era mais uma armadilha da minha memória. O revival não seria fácil. A maldita abriu longe da minha casa, num lugar chamado Village Mall.

É um shopping center de luxo, muito luxo, que fica na Barra da Tijuca. E luxo por essas bandas significa muito ouro e muito brilho. Principalmente muito ouro. Nele os habitantes da Barra  podem exibir todo o bom gosto e a elegância que os fizeram famosos pelo Brasil afora. Um templo do consumo mais refinado, chique, que impressionaria até o mais abastado morador de Miami ou Orlando. Definitivamente um lugar que não é para o meu bico. A questão  é que já tinha contado ao meu filho que iríamos numa sorveteria nova, ele tem quatro anos e eu não quero ter que pagar mais conta de analista, já basta a minha. Custa caro decepcionar uma criança. Mas o drama principal é que não tenho roupa para ir num lugar, usando a linguagem local, tão diferenciado e premium. Ainda mais no bairro mais luxuoso e sofisticado do Rio, onde as pessoas endinheiradas deste balneário exibem com sofreguidão todas suas conquistas materiais. Certamente meu filho e eu, representantes involuntários de civilizações bárbaras e em extinção, seriamos discriminados nessa Versailles ( na versão Las Vegas) carioca. E a conta de analista de filho discriminado é bem salgada.

Tinha que arrumar uma maneira de nos infiltrar lá e interagir insuspeitos com os locais, ao menos por um par de horas, o suficiente para tomar um sorvete sem sermos descobertos e expulsos. Como tem tempo que não vou por aquelas bandas, fiz uma pesquisa no Google images sobre a Barra da Tijuca e seus nativos, para poder me atualizar sobre sua atual aparência. A missão ia ser complicada, muito complicada.  O primeiro que notei era que precisava de uma camisa pólo com brasão. Os aborígenes só se vestem assim. E qual seria o brasão mais adequado? De alguma casa real? Dos Windsors, dos Habsburgos ou dos Bourbons? Dei um zoom nas imagens e reparei que os brasões  valorizados não eram nenhum desses e sim os de dinastias bem mais modernas, provavelmente do império Xing Ling, da China. Os sapatos também seriam um problema, não tinha nada parecido em casa. Se Usain Bolt e Lady Gaga tivessem um filho, e esse filho fosse daltônico, ele usaria um par de tênis como os das fotos. Muito brilho, muita prata e por cima cores berrantes, como ter duas naves espaciais de festa infantil acopladas aos pés.

Fui ao único lugar onde sabia que conseguiria todas essas peças de  indumentária no esquema prêt-à-portêr: a Casa Turuna, loja de fantasias na rua da Alfândega. Acertei em cheio e ainda consegui em tamanho júnior, para que meu filho e eu fossemos combinando, algo muito valorizado pelos locais.

Faltava o carro. O meu, simples e ordinário, seria barrado sem piedade no estacionamento, para não empestiar visualmente o lugar. Precisava de um veículo à altura da missão. Os locais gostam de carros grandes, chamativos , que dão muito destaque aos ocupantes. Imediatamente lembrei onde tinha visto algo exatamante assim: o quinto carro alegórico da Beija Flor no carnaval de 2005. Mas esse seria muito difícil de conseguir. A solução seria ir no meu, estacionar em algum lugar discreto nas proximidades e então pegar um táxi. Resolvido. Lá fomos nós. Ambos de óculos escuros, é claro, para não sermos ofuscados pelo brilho e pelo luxo.

Chegando no destino, a epifania: tanta sofisticação, tanto refinamento, que imediatamente nos sentimos tal qual hunos e visigodos invadindo a Capela Sistina ( na versão Disney). Muito mármore, muitas fontes, muito luxo, O Village parecia projetado pessoalmente por Deus (na versão Cecil B. deMille). E o público não ficava atrás: mulheres lindíssimas, todas louras e com o cabelo longo e liso, aparentemente de ascendência nórdica. Já os homens que as acompanhavam eram todos morenos, mais parecido com o resto dos cariocas, de biotipo latino. Uma integração racial fascinante, digna de Nobel da paz. A música ambiente era jazz, som que os locais pensam que é musica clássica. Deixamos nosso deslumbramento de lado para de descobrir logo onde era a sorveteria , antes de sermos desmascarados e expulsos. Não foi difícil achar, o lugar tem muita luz natural, última moda entre os shoppings, já que luz artificial é coisa do passado, faz lembrar o Centro Comercial de Copacabana. Percorremos rapidamente os corredores lotados de “marcas”, as neo religiões. “Compre esta roupa e os outros vão gostar mais de você” é o primeiro mandamento delas. Como sou ateu, passei indiferente.

Finalmente chegamos na sorveteria.
– Tem sorvete de chocolate?
– Não, temos iChoc, tem chocolate com quinua, tem chocolate sem glúten e sem cacau e tem chocolate crocante, com cristais Swarovski.
– E chocolate normal?
– Normal sem ser premium? Sem ser diferenciado?
– É, normal, chocolate normal
– Aqui não tem disso não, acho que o senhor veio no lugar errado. Tente a lojinha no posto de gasolina.

Nesse momento o meu relógio Casio, que estava escondido no bolso, apitou. O segurança, que já nos seguia de perto, desconfiado do nosso figurino ultra-realista, percebeu a farsa e acionou o alarme. Voltamos para casa escoltados. O analista já disse que aceita ticket-refeição e vale transporte.

93 thoughts on “Foi Mall

  1. Odone Bisaglia disse:

    Muito boa crônica. Fui um vez lá e pensei: pobre destas lojas, os possíveis fregueses viajam 3 vezes por ano para cidades onde há todas estas marcas por um preço muito mais barato. Ou vai falir, ou vai virar shopping popular como Madureira Shopping. Minha mulher, uma antropóloga especializada em Barra da Tijuca reprovou meu vaticínio dizendo: besteira, vai vender paca. O verdadeiro emergente não pechincha. Acho que ela está certa

    • Rosmara disse:

      O comentário geral pela Barra é que vende em valores mais do que o Barra Shopping. Poucos compradores mas preços altíssimos. Não sei se é verdade. Em Sampa vende bastante, mas paulista tem mais grana que cariocas.

    • Suaamiga de longa Data disse:

      Bisa, sua mulher é bem mais esperta que você, rssss…. Boa observadora, boa médica, a propósito, uma das melhores cardiologistas do Brasil, quisá do mundo!!!
      Ass. A mulher do Ricardão 🙂

      • Odone Bisaglia disse:

        Zefinha, sua danada. Frequentando as crônicas do Léo Aversa, hein? Olha, eu queria escrever qui nem qui ele. Soube agora que você não é mais emergente. É Peninsulense, o que deixa os emergentes mortos de inveja. Rsrs

    • Arlette disse:

      Eu falei exatamente o que vc postou aqui. Quem viaja 3 vezes por ano pra fora nao vai comprar nada aqui. Os preços aqui são absurdamente caros.

    • denise miranda disse:

      Antropóloga especializada em Barra da Tijuca foi ótimo.

    • Glauco RFP disse:

      Gostaria de ler algo dela sobre os “tijucanos-plus” . rsrsrs

  2. Christinna Costa disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkk…Casa Turuna, kkkkkkkkkkk,…perfeito!! Nossa, ri muito!!! Não conheço esse shopping, alias, a Barra pra mim ,sempre foi outro planeta. Se abrir essa sorveteria na zona sul, me avisa pra deletar rapidinho!

  3. Eliana C lima disse:

    Excelente crônica! A Barra da Tijuca – que é um lugar lindo – transformou-se, infelizmente, em um bairro caricato…
    Parabéns pelo texto!

  4. Marcelo disse:

    Não gosta da Barra?..não vai…. Não curte Copacabana?…não vai…. Não suporta subúrbios?…Não vai…Cada um sabe ser feliz aonde quer ou aonde pode…. A crônica é engraçada mas passa pelo preconceito. Claro q a Barra e seus moradores , com raras exeções, são surreais….Mas não nos cabe julgar. Moscas gostam de coco e lixo… Abelhas de flor…. É por aí….

  5. Teca disse:

    Outro texto criticando um lugar que você foi por escolha própria?
    Fica difícil saber se você faz de propósito ou só por uma espécie de auto punição. Anda querendo castigar a si mesmo? Ou é só pra ter do que reclamar depois?
    Você escreve tão bem, tem fotos lindas, é culto, informado, faz excelentes referências, faz graça, mas realmente acho que não precisa fazer esse tipo de crítica preconceituosa, superficial e que parece tão ou mais imbecil e burguesa do que as pessoas que você tenta criticar nesse tipo de texto.
    Nunca vi gente com os neurônios funcionando bem e que não tenha pretensão de se transformar num aborígene barrense ir comer filet com fritas num bistrô. E muito menos um aborígene da zona sul que se acha incrível por criticar qualquer outro tipo de raça diferente da sua ir tomar sorvete no village mall.
    Bem desconexa essa relação entre fingir que é (ou não) e ser.
    To achando que você não é o populista que quer pregar.
    Mas ainda continuarei seguindo, tenho esperanças de textos melhores e incríveis como o “google face”.

    • Bella Mel disse:

      Perfeito seu comentário, Teca. voce escreveu tudo aquilo que pensei enquanto perdia mais 5 minutos da minha vida lendo essa crônica.
      a esperança é a ultima a morrer…

    • Roberto Campos disse:

      Pois é, TECA e BELLA MEL, concordo com vocês, mas acho que textos sarcásticos são ótimos, o ponto é que precisam de um equilíbrio. Esse foi exagerado. Também concordo que fazer graça sem algum sarcasmo é bem mais difícil. Gostos dos textos, quase sempre, mas esse exagerou, como alguns outros poucos, mas nada pra reclamar, as vezes erramos a mão mesmo. Sou contra a frescura de não se poder mais falar como Jô Soares ou Costinha sempre fizeram em suas piadas de negros ou bichas ou gordos ou seiláoque. Acaba que tudo parece discriminação. Na verdade todos temos características, alto, baixo, careca, barrigudo… Gosto da idéia de textos assim, sarcásticos. Agora, quando você pega no texto com essa pressão e passa a idéia de que quem frequenta um local desses é um bicho diferente algumas pessoas vão se ofender, assim como o afrodescendente se ofende de ser chamado de negro na piada do Jô. Na minha opinião tudo bobagem. É só um texto e está aí para ser leve e fazer graça. Não gostou? Vamos pro próximo. É só uma crônica (ou estou errado?) e não a opinião do blogueiro. Achei divertido, e olha que frequento o local com camisa polo com brasão… kkkkk….

      • Anja disse:

        Olá Roberto
        Gostei muito do seu comentário. Só gostaria de fazer um adendo, o tal frequentador pode até ficar ofendido com o texto, isto é uma questão, outra é comparar isso com a ofensa ao afrodescendente. O primeiro não vai sentir sequer “cosquinha” com as “ofensas”, no máximo vai ficar magoadinho e comprar mais para desestressar. Já para os afrodescendentes o efeito é outro, morte inclusive. A palavra “pre-conceito” é muito simples, mas é carregada de história, o que não pode ser ignorado.

        Mas senti no seu comentário uma maneira leve de levar a vida, isso é muito bom.

    • Renata Almeida disse:

      Concordo. Pecou pelo exagero!

    • maria vegas disse:

      Dá uma change pra ele! Ele é frustrado por não morar na Barra e talvez criticando o que intimamente desejaria possuir, ié, a vontade de vir morar num lugar tão lindo, ele se compense. Ou recompense!

    • laura disse:

      Concordo.

  6. Lindolfo Soares disse:

    Acabo de perder mais seis minutos da minha vida…

  7. Nadya de Carvalho disse:

    A Barra como todos os bairros tem pessoas de todos os tipos. Há uma concentração maior de deslumbrados por causas óbvias. Mas o Village Mall é igual aos melhores shoppings de São Paulo, onde todos os cariocas que curtem uma grife iam comprar quando não iam para o exterior. Realmente a sua gaiatice precisa de alimento e a Barra é um prato cheio, tanto quanto qualquer outro lugar olhado a fim de colher material. Você é engraçado, mas incoerente…

  8. Bia Prado disse:

    ganhei mais seis minutos da minha vida. obrigada. ri muito.

  9. claudia disse:

    não tem senso de humor? não reconhece uma ironia explícita? reclamando de novo do texto do autor? então por que insiste em ler esse blog???

  10. Maria disse:

    Muito bom. Muito bem sentido, explanado, criticado e gozado. Fiquei 10 dias no Rio em setembro entre Copa, Leblon e Barra. O Rio tá muuuuito esnobe! Chique demais pro meu gosto. Cheguei a comentar com uma amiga que até podemos tentar mas essa sofisticação demasiada e afetada não combina com o carioca. Acho a simplicidade a coisa mais chique. Mais original e que nunca se desoriginaliza.

  11. Cecéu disse:

    Ah Léo…Amo seu senso de humor, mas não precisa debochar assim da galera da “zona sul do oeste” (apelido escrachado que o meu pai, nativo de Jacarepaguá, dá a essas plagas)…rs Eu tb já tive minhas implicâncias, mas agora que faço parte da fauna te digo:não é tão ruim assim!Minha filha anda de bicicleta, sobe em árvore, tem um quintal pra brincar e ainda tem a práia pertinho de casa.Ah, não sou nórdica, nem loira.Pelo contrário, depois que errei o tom do Koleston to mais pra Iracema ,com cabelos da cor das asas da graúna…kkkkkkkkkkkkk beijos

  12. NILTON MAIA disse:

    Prezado Leo,

    Mais uma crônica perfeita e engraçadíssima, e falando a verdade. A destacar, a visita à Casa Turuna, em busca da indumentária adequada.

  13. Paulo Antônio disse:

    Uma das características mais bacanas do carioca sempre foi saber fazer graça e rir de si mesmo. Como gaúcho, sempre admirei esse senso de humor, essa leveza… Pelo que li nos comentários, a Barra e seus deslumbramentos têm tanto a ver com Rio quanto o senso de humor dos seus moradores! 😉

    • Isso mesmo! Quem sabe essa é uma nova forma de manter o Carnaval o ano inteiro? Todos fantasiados de “Somos todos igualmente ricos” ou “Tudo o que você tem eu também tenho” ou ainda “Eu também tenho dinheiro pra fazer compras em Miami”?
      Cada “cultura” tem sua forma de expressão, os aborígenes na Austrália, pintam o corpo com aquela massa branca, os daqui, alguns compram mais barato suas indumentárias em Miami e os que têm mais pressa, compram nos shoppings da Barra.
      O importante mesmo, é o senso de grupo, de colonia, de tribo, isso é cultura e o autor, no cuidado de não macular o ritual, foi num lugar mais barato ainda do que Miami para comprar o seu passaporte. Um cara legal, respeitador!
      Sou carioca e moro em Minas Gerais e o que observo agora, é que os shoppings em qualquer parte do Brasil, são as “Ocas do homem branco” e os fins de semana e feriados, são dias de índio branco!
      Herança espiritual dos “donos de terra”.

  14. ricardo vaz disse:

    Não brinca não! A Kibon, DE NOVO, parou de fabricar o sorvete de Chocolate, exatamente aquele mesmo que era servido na Sorveteria Americana, em Copa, e em qualquer padaria que se prezasse, naquela casquinha amarela de xadrez. E também como parte obrigatória do Banana Split. Da calda de marshmallow sobre a bola encrespada não quero nem lembrar, há muitos anos não tem mais, e nem caramelo e nem chocolate. A última parada do sorvete de chocolate foi há uns seis ou sete anos. Empurraram-nos um tal Chicabon, que só se justifica se for no palito, e olhe lá, que é homenagem a infância do Kalu, do Tombon e do Jajá.
    Mas eu percebi que os restaurantes continuavam tendo o chocolate Kibon. escobri que eram fornecidos em pote de 5 litros, mas só se faturado para pessoa jurídica. Com jeitinho passei a conseguir repasse através de restaurantes amigos, como o Lo Duro, apelido do Galeto do Leblon porque é em frente do La Mole. Assim fui levando por uns tres anos, até que ele voltou. Agora sumiu de novo, e, em correspondência com a Kibon, me informaram que não tenho alternativa, a não ser misturas esdrúxulas em que o chocolate é FAKE!!!!! Só chamando os Blos para invadir a maldita Langnese, que acabou com a Kibon!

  15. Débora disse:

    Será que esse povo não entende que as crônicas do Léo são caricaturas? É pra ser assim, minha gente, desse jeitinho, preconceituoso e politicamente incorreto. Ou não teria graça nenhuma!

  16. Antonio Harres disse:

    Foi mol mesmo! hahahahahahahahah

  17. Gustavo Cardoso disse:

    Mandou muito bem, deve ser muito chato viver naquele lugar sem personalidade e que nao passa de uma Miami Fake!!! Graças a Deus nao cai na besteira de se mudar para lá na época que muitos amigos mudaram, hoje vejo os mesmos reclamando que fizeram a pior besteira do mundo ao trocar a zona Sul, por aquele local sem identidade própria!!!! Comprar a roupa na Saara foi a melhor…. Parabéns pelo texto.

  18. Marta disse:

    muito bom, “me-vi-te-vendo”! só não concordo com a palavra “sofisticado” vinculada ao balneário de “conquistas materiais”.

  19. Gustavo Bonelli disse:

    Se trocar Village Mall por Shopping Leblon o texto não perde nada em graça e coerência. Concordo com alguém que falou mais acima: o Rio ta esnobe demais!

    Ótimo texto!

  20. Marco Quintanilha disse:

    O VM é aquele que tem uma horrenda estátua da liberdade na frente ?
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK é uma ode ao mau gosto. Uma verdadeira aberração na cidade do Rio de Janeiro.

  21. Marco Quintanilha disse:

    Se for outro Mall, esta estátua continua sendo uma aberração de qq forma hehehehehehehehehe

  22. Marco Quintanilha disse:

    Acabei de ver que é o New York City Center , com este nome é a cara da Barra mesmo huahauhauahauaua

  23. Leila disse:

    Fui nesse Village Mall há uns dois meses (irmã queria uma bolsa Michael Kors) e tinha o mesmo receio que você, mas chegando lá, vi um público bem classe média, vestido do mesmo jeito que vai ao Barra Shopping, bem menos arrogante que os frequentadores do Shopping Leblon. Quem planejou o Village foi esperto porque, além da Prada e outras marcas inacessíveis, há lojas de classe média, livraria e praça de alimentação. Ou seja, se as lojas de ricaço não derem certo, as outras seguram o movimento.

  24. maria vegas disse:

    Que pessoa frustrada!!!

    Concordo com a Leila: ” público classe média, vestido do mesmo jeito que vai ao Barra Shopping……”

    Moro pertinho, vou sempre e não vejo nenhuma arrogância nas pessoas e mais, as lojas estão vendendo muito bem e as outras lojas, “as nacionais”, vendem mais ainda. Soube por vendedoras da Animale e Le Lis Blanc que as lojas de lá vendem mais do que as outras filiais.

    A pessoa que escreveu deveria ir mais vezes, aproveitar as belas vitrines, e aproveitar a bela paisagem do terraço para tomar um sorvete apreciando a vista!

    • Débora disse:

      Você mora na Península, né? E o seu prédio deve ser um dos “pequenos”… E o sobrenome Vegas? É fake? Se for, meus parabéns, tem tudo a ver com o bairro! Beijos frustrados da Zona Sul!

    • Fábio disse:

      Vegas, lá no “Mall” tem vidraceiro? Aproveita e compra um espelho…

  25. Jesus disse:

    Leo, faça um favor à humanidade: feche os comentários do seu blog. Se ainda existe alguma esperança de que o mundo um dia poderá ser ao menos dos que sabem ler e compreender um texto, ela vai por água abaixo com as atrocidades que essa gente carrancuda que só consegue enxergar que 1+1=2 escreve por aqui.

    • Odone Bisaglia disse:

      Não dê ouvidos ao Jesus, Léo. Os comentários são do cacete. Negunho leva tudo a sério e responde com a maior indignação. É hilário.

  26. Julia disse:

    Quanta besteira pra um texto só!

  27. Paola disse:

    Ganhei mais 5 minutos na vida!! Sensacional!!
    p.s.: moro na zona oeste!! Kkkk

  28. Jorge disse:

    Ótimo texto. A Barra não é um bairro, é uma cidade, um país, uma galáxia à parte.

    Recomendo a leitura desse texto, que fala sobre isso:

    http://www.blogdojorge.com.br/2011/12/o-municipio-da-barra-da-tijuca_9338.html

  29. Luciana disse:

    Adorei,ri muito e concordo com tudo…Leo continue q amamos suas cronicas…..

  30. Renato Passos disse:

    Lembrando, apesar de toda a ostentação, que os “barranos” deveriam impetrar um movimento para alteração geográfica de seu bairro visto que está localizado na Zona Oeste tal qual Campo Grande (Big Field para os íntimos), Santa Cruz, e as Vargens tanto a Grande quanto a Pequena e não na Zona Sul que é sinônimo de sofisticação sem essa necessidade comprovar tanto “poder”.
    Excelente texto!

  31. Marcio Lima disse:

    Uma vez conversando com uma amiga psicanalista, ela me disse que o Brasil e’ o pais aonde mais existe pessoas complexadas em diversos níveis. No começo fiquei com uma pulga atras da orelha, mas depois observando mais as pessoas, pude realmente confirmar esse tipo de afirmação. Um texto ou uma palavra ja’ e’ o suficiente para tocar na ferida de anos de existência…Vamus ter um pouquinho mais de humor galera…isso e’ apenas um texto, por sinal muito bem escrito e engraçado. Quem nao concorda, ficou chateado ou nao entendeu, melhor rever seus conceitos e procurar urgentemente uma terapia Lacanaina ou Freudiana, ou entao nao leia, simples assim e mais barato, apesar de ainda continuar com os complexos de inferioridade….enfim…

    P.S- Vai no Aeroporto do Galeão pra qq voo para os EUA, 70% das mulheres usam bolsa com um logotipo famuoso que ostenta ser “rica”…algumas ate’ com essa bolsa total falsificada via Chinatown(nada contra muito pelo contrario, acho ate’ divertido p quem compra uma falsa e “segura a onda” de “rica”)…enfim, muito surreal…kkkkkkkkkkk

    • laura disse:

      As pessoas são diferentes e, obviamente, tem opinões diferentes. O que é engraçado para você pode não ser para outro, e todo mundo tem direito de se expressar livremente. Você sai chamando os que tiveram uma opinião diferente da sua de acomplexados? e manda eles se tratar? Sério?

  32. Odone Bisaglia disse:

    Carlos Lessa, famoso economista e intelectual, mas sobretudo um grande amante do Rio de Janeiro escreveu um livro em 2000 que lí de uma sentada. O nome do livro é ” O Rio de todos os Brasis” da série ” Metrópoles”. Editora Record Ele descreve as mudanças ocorridas no Rio desde a sua fundação até os nossos dias. O subtítulo é ” Uma reflexão em busca da auto-estima “. ISBN 85-01-06003-8
    No último capítulo ele rejeita a tese de que a Barra não tem nada a ter com o Rio. Ao contrário, ele aposta na carioquização da Barra e cita como exemplo o Downtown – teve um executivo que chegou no Rio e disse p’ro taxista: ” take me to Downtown” e foi para na Barra- que foi criado para ser um Shopping a céu aberto e que foi transformado num conglomerado de barzinhos bem ao jeito do carioca. Bem, agora já houve outra metaformose e virou um campus universitário. Portanto Barristas, integrem-se. Vocês são o futuro do Rio, segundo CL.

    PS-Quem se interessar, faça uma busca no Google. Acho que existe pra download

  33. Cláudio disse:

    Não tenho nada contra a Barra, absolutamente. Acho um lugar bonito no qual tenho filha e neta morando. Eu sou de um tempo em que a cidade acabava no Leblon e hoje moro, e bem, no JB (Jardim Botânico) Sempre que posso dou uma passada por lá e apenas tenho a ressalvar que na Barra você, anda…,anda…anda e
    nunca chega a Nova York

  34. laura disse:

    Fui morar na Barra antes da era Barrashopping. Assistí a transformação das restingas em condominios e depois a invasão das grades isolando as calçadas dos jardins privados. Tambem observei a chamada classe emergente colonizar o bairro.
    Tudo isso que vc escreveu existe ali, mas a Barra continua sendo um dos bairros mais lindos do Rio e o vento oeste ainda traz o aroma da Marambaia. Achei sua cronica exagerada, preconceituosa e sem graça. Já li artigos seus bem melhores. Decepção.

  35. Elme Bastos disse:

    Concordo que o texto é totalmente preconceituoso e preciso. A Barra é que nem uísque paraguaio, a mentira engarrafada.

  36. Henrique Inglez disse:

    Honestamente? Mais do mesmo. Nenhuma surpresa, nenhuma novidade. Há alguns meses, uma patricinha da PUC escreveu uma “crônica” usando os exatos mesmos clichês que o autor, apenas numa linguagem menos rebuscada. O que mais me incomoda, porém, é a tentativa de construir (mais) um texto absolutamente elitista, depreciativo e preconceituoso sobre uma fachada de humildade. Vejo você digitando no seu Mac, com um sentimento orgulhoso, pensando: “sou só um pobre intelectual da zona sul usando do meu incrível (mas não muito inovador) sarcasmo pra descrever minha superioridade em relação a pessoas que eu nem sequer conheço, apenas por elas morarem fora do círculo dourado carioca”. E ainda sou obrigado a ver uma legião de coxinhas, intelectualóides e puxa sacos justificando o mau gosto em defesa do direito de ser politicamente incorreto. Caro autor, gostaria de informá-lo: o senhor é tão engraçado quanto um episódio de Zorra Total, é tão subversivo quanto uma dona de casa de meia idade, e é tão politicamente incorreto quanto um garoto de 12 anos fazendo bullying com o gordinho da classe. Espero sinceramente que escrever não seja sua principal fonte de renda. Se for, posso começar a acreditar nessa pobreza toda descrita em seu brilhante texto.

  37. Bruno Costa disse:

    Sensacional.

    Curto bastante esse excesso de referências gringas (como jazz, por exemplo) para se dizer elegante, sofisticado. Fora o valor que ‘pagamos’para roupas de marcas importadas que nem são tão valorizadas ‘lá fora’, mas que por se chamar Zara, por exemplo, achamos que atende as classes AB.

    Sem contar a gourmetização da vida. Esse lance do chocolate me fez lembrar de uma pipoqueria (deve ser esse o nome) que vi em Guarulhos. Pipoca de vários sabores, menos as tradicionais doce (com leite condensado) e salgada (com aquele tão desejado bacon).

    Bela crônica!

  38. denise miranda disse:

    Os comentários são tão bons quanto o texto.
    Amo!

  39. denise miranda disse:

    Se continuar deste jeito, no próximo post eu vou começar pelos comentários.
    Como tem gente engraçada por aqui!

  40. adriana disse:

    Não consegui ler seu texto por inteiro – a principio. Porém, depois me decidi que caso fosse fazer algum comentário pertinente, que eu precisaria realmente entender o que você estava querendo dizer (vai que melhora, né?). Os primeiros parágrafos são de extremo mau gosto. Sou jornalista, por favor, isso não é uma crônica. Crônica, para os leitores aí acima, é apenas uma narração que segue em ordem cronológica. O sarcasmo, quando inteligente, é a melhor caminho para a boa leitura. Seu texto é fraco, utiliza-se de chavões ultrapassados e exacerbados, além, claro, de ser preconceituoso. Não existe mérito em uma escrita que se utiliza de diminuir o objeto para ganhar audiência. Tempo perdido.

  41. thomas disse:

    Do Ancelmo:
    “A moda agora entre as madames do Leblon é vestir as babás de seus filhos com uniforme preto.”

    HAHAHA depois a Barra que leva fama de brega e cafona.

  42. Elisa disse:

    Quanta gente boba , meu Deus !!! Um texto engraçadíssimo , interessante , bem feito , ser criticado por uma montanha de pessoas sem qualquer senso de humor ! Inacreditável a quantidade de gente “ofendidinha” e “pequenininha” que há por aí…Haja paciência !
    Léo , votos de que jamais deixe de escrever suas coisa deliciosas !!

  43. Elisa disse:

    Sorry ! coisas deliciosas

  44. Acho que os comentários daqui são de pessoas que não entendem que o texto se baseia no sarcasmo, ou seja, que ele está sustentado em fatos reais, mas não está necessariamente comprometido com o relato fidedigno da situação. A crônica é excelente, divertidíssima e capta bem a essência da Barra – e seu Village Mall (sic) – e do Freddo, que desembarcou por aqui como “grife”. Uma pena, porque o sorvete é de fato gostoso e despretensioso em Buenos Aires. Pelo menos era…

    • Paula disse:

      Não, Pedro. Os comentários contrários ao texto não são de pessoas que não o entenderam, mas que não gostaram mesmo. É impressionante como as opiniões contrárias são atacadas. Eu entendi que o autor tentou ser sarcástico, mas achei que errou na mão.

  45. Excelente seu texto, pela crítica, pelo humor. o Almoço no Leblon também. Se você soubesse antes, poderia usar a mesma ‘roupa’….

  46. Viviane disse:

    Gente, é tão fácil…. não gostam, não leiam. Não entendem, não comentem. Simples assim.
    Procurem o significado de ironia, sarcasmo e caricatura antes de falarem tanta besteira (apesar de eu rir muito com os comentários sem noção).
    Acho incrível a quantidade de pessoas que fizeram comentários tipo “perdi meu tempo”, “texto fraco ou ruim”, “mais uma vez não gostei”, “você foi preconceituoso de novo”, etc, etc, etc. Solução simples, fácil e rápida para isso: não voltem mais ao blog para ler o que não gostam. Não comentem um texto que não conseguem entender.
    Leo, parabéns pelo ótimo texto. Adorei conhecer o que você escreve e virei fã.

  47. Odone Bisaglia disse:

    A VEJA desta semana na sua página 84 trás um artigo do Sérgio Rodrigues sobre o que estamos comentando aqui. Ele cita três escritores: Jonathan Swift, autor de ” As viagens de Gulliver” , Antonio Prata, colunista da Folha de São Paulo e Luis Fernando Veríssimo. Outra vítima citada é o escritor Monteiro Lobato. Em todos os casos houve uma revolta contra os escritores que não entenderam a ironia embutida nos seus escritos. E dá um conselho aos escritores: Não tentem consertar o estrago causado por uma ironia tentando explicar o real significado àqueles que não a entenderam. Isto apenas alienará mais ainda aqueles que não decifraram o recado espirituoso.

  48. Laura disse:

    Cara, eu te leio e juro que muitas vezes não entendo. Tens demonstrado, de forma velada, mas totalmente reconhecível, uma espécie de recalque relacionado às pessoas com boas condições sociais. Bata ter dinheiro para que tu faças um post debochado, ironizando o que as pessoas compra e usam. Me pergunto por quê…

  49. Renata disse:

    Muitos risos aqui. ..bom , confesso que cai de paraquedas no seu texto porque na verdade minha cunhada me disse que neste shopping eu encontraria a bolsa tão sonhada MK. Mas quando comecei a ler quase tomei um rivotril! Ao mesmo tempo que ia lendo seu texto ia pensando no meu carro, nas minhas roupas da renner, folic etc… Pensei . Quando eu descer do carro vão pensar que sou da empresa limpa chão. Desisti. Vamos rir porque de desgraça já temos demais…Eu não me ofendi com nada. . Sou pobre mas tenho bom gosto. Sou pobre mas desejo as vezes uma bolsa da MK. ( ainda só na vontade.. ) Eu entendo que aquele que é rico é rico pq teve mais oportunidade, trabalhou bastante e ficou rico. Simples assim pra mim. É pobre é pobre ..fazer o que? Estudar mais , enfrentar com mais coragem as adversidades da vida pra conquistar um espaço seja no village mall ou shopping Tijuca o importante é ter saúde e se aceitar com o que temos ou com o que pudemos ter conquistado. Ser feliz tendo ou não podendo ter até a bolsa MK. BJS

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