Almoço no Leblon

Uma reunião as onze em Ipanema e outra as duas, na Gávea. Ingenuamente resolvi almoçar no meio do caminho, no Leblon. Mais ingenuamente ainda escolhi um restaurante na área da Dias Ferreira.

Para estacionar o primeiro perrengue. Não tem vaga na rua. Aquelas do Vaga Certa, de dois reais, estão todas ocupadas. Ocupadas pelo pessoal dos serviços de Valet, aqueles mesmos que te cobram vinte reais para estacionar. Você dá vinte pratas pro cara, o cara dirige dez metros e para o seu carro numa vaga de dois reais. Façam as contas. É um tipo de redistribuição de renda tão rápida que deixaria Lênin ou o Che Guevara com vertigem.

Minha idéia era comer um filé com fritas. Isso mesmo, um prosaico filé com fritas. Sei que isso equivale a admitir que sou vil, abjeto e primitivo. Carne vermelha com frituras, a dieta dos urbanos selvagens. Isso hoje em dia é como acender um charuto no elevador ou um cachimbo na creche. Fazer o quê? Podia estar roubando, podia estar assaltando mas a única coisa que eu queria era um filé com fritas. E sem salada de rúcula, por favor.

O garçom estava sinceramente espantado com a simplicidade franciscana do pedido. Tive que explicar várias vezes que não queria espuma de nada, que o filé não era num leito de porcaria nenhuma e que as batatas fritas não precisariam ser uma redução de coisa alguma. E que podiam ser fritas num óleo qualquer, não precisava ser num azeite über virgem da Pomerânia. Um simples filé com fritas. A minha esperança era que o chef não ficasse ofendido com o meu pedido. Certamente acharia uma provocação, como pedir pro Niemeyer reformar um banheiro.

Tive que aturar meia hora de explicação do maitre/marqueteiro,  de que a carne era exclusivíssima, importada, que as vacas eram alimentadas ao som de um quarteto de cordas e que não eram sacrificadas e sim cometiam suicídio, apenas pensando no prazer de quem fosse comer a sua carne. Já as batatas eram trazidas de uma região remota da Mongólia, direto para o Brasil num avião exclusivo, embaladas em caixas de carvalho irlandês. E claro, dentro do avião também tinha outro quarteto de cordas. Era tanta sofisticação que eu lamentei não estar de fraque, cartola e pince-nez.

Voltou o garçom:
– O senhor quer que o sommelier traga a carta de vinhos?
– Não, quero água.
– San Pellegrino, Evian ou, com perdão pela palavra,  nacional?
– Tem Eau-du-robinet?
– Não…
– Então traz uma nacional.
Ele me traz aquela garrafinha de Minalba com a tampa aberta, truque rasteiro que virou uma instituição carioca.

Chega o famigerado filé. Na aparência a mesma coisa que o pé sujo da esquina serve, só que com aquele zigue-zague de molho na borda, que aqui virou sinônimo de cozinha sofisticada. Esse desenho infantil triplica o preço do prato, deve ser algo dificílimo de executar, certamente exigiu anos no Cordon Bleu de Paris e um mestrado em Design feito em Milão.

Na primeira mordida o choque de realidade. Se eu não estivesse no Leblon iria pessoalmente na cozinha estapear o chef e quebrar a cozinha toda. Mas nesse bairro você tem que aturar, é uma dimensão paralela da gastronomia e principalmente do valor da gastronomia. A carne era tão ruim que a vaca devia ter sido alimentada à base de cheetos e ao som de Naldo e Anitta. Já as batatas eram daquelas que não escondem o DNA: todas do mesmo tamanho e com aquele sabor de plástico, todas com a cara do pai, Ronald McDonald.

Imagino que nesses restaurantes toda a verba destinada ao serviço, à cozinha e aos ingredientes seja gasta em marketing. Só isso explica porque esses lugares tem tanto cartaz, mesmo sendo de uma mediocridade comovente. O cara paga cem reais pro garçom, paga duzentos pro cozinheiro e gasta mais uns trezentos na xepa da feira. Depois reserva um milhão para anúncios e jabás. Parece que a fórmula dá certo, ao menos por aqui.

Para terminar pedi um café normal. Outro erro primário:
– Que tipo de café o senhor deseja? Etíope? Colombiano? Nepalês?
– Tanto faz.
E lá veio um discurso do marqueteiro sobre grãos com aroma amendoado e notas de raposas em fuga e asfalto fresco. Esse discurso me custou mais uns vinte reais. O café era tão vagabundo quanto a carne.

Quem veio em grande estilo foi a conta. Cento e cinquenta reais por aquele miserável filé com fritas. Mais 12% de gorjeta, já incluída. A gorjeta é incluída na conta porque, segundo os restaurantes, é distribuída entre toda a equipe. Ou seja aquilo que você paga a mais pelo bom serviço do garçom vai para o eletricista ou o contador, na melhor das hipóteses. Não é de se estranhar que o serviço aqui no Rio seja tão ruim. Num país onde a propina nunca sai do noticiário, gorjetas em restaurantes deviam seguir uma lógica mais cartesiana. Como dizia Bezerra da Silva, “Malandragem, dá um tempo”

Fui, atrasado, para a minha reunião na Gávea. Só espero que na próxima vez que tenha que almoçar no Leblon não me dê vontade de comer Miojo. Vou ter que dividir a conta em dez vezes. Ou quem sabe eu consigo um financiamento da Caixa para levar o molho também.

 

109 thoughts on “Almoço no Leblon

  1. Guilherme disse:

    Seria cômico se não fosse trágico. Verdade pura e absoluta. Serviço no Rio sucks.

    • nando vagah disse:

      Guí, lindo, quando vc sucks, vc baba?

    • mary halfen disse:

      moro em são Paulo,onde a gastronomia é famosa pela variedade,e preços.
      adorei a narrativa do autor,que conseguiu magoar as patricinhas e mauricinhos,
      que frequentam esse tipo de lugar,só para aparecer.muitos nem entendem os nomes dos pratos,e outros nem sabem o que estão comendo,mas enchem a boca(literalmente),
      para dizer que comeram no restaurante TAL…não vou fazer propaganda do restaurante.
      o dia que esses riquinhos entenderem que simplicidade é a arte da sofisticação,serão bem mais felizes.

      • LUANA BARBOSA disse:

        realmente a gastronomia em SP é imbativel… mas no RJ come-se muito bem tb, mas existem lugares modinha, abusando absurdamente… mas ai tem quem queira ser enganado e paga, a culpa seria de quem???
        nao justifica certos valores fora da realidade, algo que qualquer um sabe que custa e vale 1,00 ser cobrado 20,00…
        enfim…

      • jorge disse:

        Pois eu sou um carioca do Leblon que mora em SP nos Jardin s ha uns 20 anos e lamento dizer que aqui em SP o problema é identico , se voce estiver comendo num restaurante localizado numa area badalada.É pena mas ambas as realidades são assim mesmo…crueis !

      • Carlos Camurati disse:

        Quanto rancor, meu deus.

    • jurandyr lopes disse:

      É isso mesmo, o Rio é uma porcaria. Leblon, Ipanema, Barra, Praia. Que horror. É muito feio e muito ruim de se viver. É caro, não tem boa comida, tem muito ladrão. C
      omo podem gostar disso?
      lá naquela outra cidade é muito melhor. Muito mais bonito, tem boa comida, bons restaurantes, não tem bandidos e é linda.
      Um conselho para todos que odeiam o Rio, como eu:
      Fiquem longe do Rio, pois é a única maneira de manter essa opinião.

      • Marcos disse:

        Sou carioca e tenho que admitir que você falou tudo! Corretíssimo! O Rio é uma bosta! E caminha para ficar cada vez pior!

        • Seria comico se nao fosse tragico. devemos admitir que tudo que foi postado por mais que tenha sido uma sátira é mais pura e dura realidade que nós cariocas vivemos. Por isso o Projeto Agito cultural Rj foi criado para que possamos divulgar eventos gratuitos, locais baratos e com qualidade. chega de absurdos!

      • Mariana disse:

        Gosto não se discute. Se sofre tanto, pega a mala e “sarta fora”, cara! Vai para a cidade linda, sem bandido (qual seria essa?…). Sem bandido? Onde você está, cara, em Plutão?

      • Marcelle Fernandes disse:

        Galera, o comentário é uma sátira! No fim, ele diz que só quem não mora no Rio é que pode não gostar daqui!

        • Fábio Corrêa disse:

          Eu me divirto com as pessoas que não captam as sátiras. Meu Deus! É igual no cinema, eu dano de rir e todo mundo em silêncio. De repente, todo mundo começa a rir e eu não entendo o porquê. Ou eles ou eu estamos viajando. Aqui, pelo visto, são eles.

    • Infelizmente o Rio de Janeiro virou o quintal das coisas abusivas. Tudo de errado acontece aqui. Cidade maravilhosa cheia de encantos mil, cidade maravilhosa…

    • Isabela disse:

      Sem regionalismos, sem preconceito, este problema é comum no Brasil inteiro, grandes pseudos marqueteiros criam propaganda mais do que falsa e ainda ensinam um bando de calhordas a maquiarem ainda mais o que é péssimo! Alías fato comum em todas as instâncias deste pais, não é só na gastronomia. Mas adorei e ri muito com a sua descrição, perfeita mesmo, recomendo que escreva mais , pelo menos assim a sua futura ulcera pode se transformar em grandes gargalhadas. Neste pais está na moda agora, a terapia do riso, e isso é real!! Valeu!

  2. Patricia disse:

    Deveria ter ido no Galeto, na mesma rua, onde comeria seu filé com fritas por um preço de qq galeto na Zona Sul. Desculpe, autor, você entrou num restaurante errado para o que você desejava. E no seu texto mostrou todas as evidências de que poderia tê-lo evitado. Porque ir em um local tão cheio de marketing e sofisticações para um filé com fritas? Parecem aqueles textos que as pessoas acham cult e profundo “chutar as elites com intelectualidade e inteligência”, mas tente novamente. Concordo com os comentários sobre vários restaurantes do bairro. Que se repetem na Gávea, no JB, em Ipanema, Lagoa. Mas usar o filé com fritas para fazer essa crítica…. hmmm fraco.

    • Claudia disse:

      Patrícia, concordo plenamente!!!! Chega a ser infantil…

      • Melanie disse:

        Acho que as patrícias acima não entenderam que ele escolheu o restaurante de propósito e pediu filé com fritas de propósito…pra fazer o artigo sobre esse contraste…putz..Difícil heim meninas!!!…kkk…UUUiiii…as meninas do Leblon não vão olhar pra você, autor!…rsrsrs

    • Altemio disse:

      Sim, entrou nesse restaurante porque quis. O que não invalida as críticas à alta relação custo/benefício dos restaurantes cariocas, mas torna o texto sem sentido. Por outro lado, nem sempre boteco é solução. Tem muito boteco cobrando caríssimo, e muita gente paga o preço que for, embora talvez não tenha coragem de conhecer as condições da cozinha. Enfim, estamos mal parados.

    • luiza disse:

      Super concordo com você. Não posso entrar no Antiquarius e pedir um Angu do Gomes. Muito blasé o texto.

    • Sonia Zagury disse:

      concordo com vc, Patricia, moro no Leblon e não passo por estes vexames.

      • MF disse:

        Mas, em compensação, vem passar vexame na rede por ser incapaz de compreender o teor do texto. Você deve mesmo se alimentar tão mal por aí, que anda faltando sustância no organismo para fazer sinapse.

        • Melanie disse:

          BOOA!!! ISSSOOOO!! kkkk…Também fiquei impressionada com essa dificuldade das meninas do Leblon!…rsrsr..Tem três aí acima que são qq nota!…kkk

    • Bets disse:

      Concordo! Eu não sou carioca, não moro na zona sul, e nunca passaria por situação semelhante! Se um restaurante não me oferece o prato que eu quero comer pelo preço que eu quero pagar, eu agradeço, me levanto e saio… Em busca de outro lugar!

    • Ditto. Tremenda bola fora…

    • andrea dutra disse:

      tadinho, ele nao sabe a diferença entre um pé sujo e um restaurante metido a besta. de que planeta ele veio? e se sabe, por que entrou no metido a besta e não no pé sujo? na dias ferreira tem, também. e tem la mole, que até uma criança de dois anos de idade, vinda de marte, sabe o que é.

    • Eduardo disse:

      Falou exatamente o que eu pensei, Patrícia.
      Obrigado por me poupar alguns caracteres.

    • Leo Mendes disse:

      Parabéns, Patrícia, você parece ter entendido muito bem esse texto. Só que não . . .

    • Caíque disse:

      Pois eu sempre comi um ótimo na Redentor com Garcia D’Ávila, por 10 e 90. Bom pacas. Bateu na porta errada, parceiro…

    • fabio disse:

      Bem, paulistas desavisados e espectadores do GNT Fashion costumam adorar a Dias Ferreira, mas por 80 reais teria comido muitíssimo bem na Esch e por uns 40 no Galeto…por menos teria mandado um sanduba no Chico…tem gosto pra tudo…além disso, a pessoa que quer ter um blog precisa ao menos saber usar crases e vírgulas…

    • Nelson disse:

      Perfeito Patrícia.
      E,além do Galeto , tem o Belmonte que tem excelentes pratos executivos.

      • Melanie disse:

        Meu Deus do Céu..chocada como tem gente inteligente que nem a Patricia…por aqui!!! Pelamor….

        • Marcelo disse:

          melaine, deixa de ser invejosa… estuda, trabalha, e quem sabe voce consegue vir morar no Leblon… a Patricia esta certissima… tem N opcoes para o gosto dele no Leblon… ele forçou, é o mesmo que entrar numa loja da bmw e pedir um carro 1.0 sem ar… vai na Volks e pede um Gol… mas é isso Melaine, estuda mais e boa sorte… torco para voce sair daí…

          • Cadu disse:

            Não, é como entrar na loja da Mercedes e pedir um classe A.

            E ter a pachorra de esperar pelo melhor carro pequeno que você possa ter, pois pagou uma fortuna.

            Não é difícil de entender.

    • Cadu disse:

      Qual o problema de entrar e um restaurante Top e pedir um prato simples que você goste?

      A expectativa seria comer o melhor prato simples de sua vida, pois imagina, o bife poderia estar suculento e macio, e as batatas perfeitas no ponto e sequinhas.

      Só que a qualidade da comida não era do mesmo nível da pompa e do preço.

      Por isso as críticas são justas, já comi bifes a cavalo inesquecíveis.

      Mas crítica dói né…..

    • Cristiano disse:

      Impressionante o quociente baixo e a falta de humor (decorrência do primeiro) de quem está indignado pelo fato do autor ter entrado no restaurante pseudo-sofisticado, quando poderia ter entrado num pé-sujo. Acho que é necessário desenhar para as patricinhas e mauricinhos entenderem: filé com fritas é um prato básico, em QUALQUER lugar deveria ser possível comê-lo, e com boa qualidade. O ponto do autor – no engraçadíssimo texto – é que toda a insuportável pompa e pseudo-sofisticação não apenas custa os olhos da cara, como ainda por cima resultou numa comidarato sofrível, por mais simples que ela seja de fazer. Entenderam agora?

      • Ana disse:

        É tudo uma questão de escolha, quem usa de bom senso resolve quase tudo.
        Entendo a cítica, ela é pertinente, mas erra quando desqualifica o todo.
        O Rio é uma cidade linda, tem restaurante para todos os gostos e preços.
        Aliás, o número de opções disponíveis é fator de qualificação.
        Ponto.

    • LUANA BARBOSA disse:

      patricia minha querida… ele nao quis dizer o que vc entendeu… ele quis explicar uma realidade que certamente vc tb nao enxerga, por ser uma dessas pessoas…
      informacoes desnecessarias, uma agua por favor… traga a agua… um file com fritas, ok.. tenho o prato tal (eh um file com fritas enfeitado) mas é o que o restaurante oferece, agoraaaa..que seja o MELHORRRRR! pq isso e obrigacao de um restaurante.

      tem restaurantes no Rio que podem custar o que for, mas vou la so pra comer o tal prato do Deuses… a melhor massa..a melhor carne…. e nao pq tem o melhor nome… o frequentado por riquinhos…vou pq acho muito bom!
      esse e o ponto!
      no RJ ate o file com fritas da esquina, no boteco esta caro… mas que seja bom…

    • Tomocapi disse:

      Exato, tem La Mole e, se ele fzer questao, o pe sujo ao lado do Venga.

  3. Simon Salama disse:

    Exatamente isso. A Ditadura do Marketing aplicada à Gastronomia e à agregação de “valor”(?).
    Pra piorar, Chico Buarque de Hollanda é SOCIALISTA! KKKKKK

    • Edna disse:

      É ???????

      • Cassiane disse:

        Chico Buarque Socialista? que mentira. Comunista e petista,…santa ignorância..Affe…
        Mas voltando ao assunto, tem prato feito de fritas com alguma carne, na Ataulfo mesmo. Dá pra ver na cara se o restaurante virá com frufrus ou não. De muito mau gosto o artigo. Quem quis aparecer aqui não foi o restaurante.

    • Guilherme Castro disse:

      Cê tá bebendo gasolina, cara?

    • Alex disse:

      Sinceramente, jamais vi o Chico se dizer socialista em lugar nenhum.

  4. Juliana Almeida disse:

    Moro no Leblon e lá tem vários restaurantes sem essa frescura. Mas quem decide almoçar na Dias Ferreira tá querendo o quê? Posso lista aqui pelos menos uns cinco lugares: Filé do Lira, Diagonal, Botequim Informal, Cantinho do Leblon, Belmonte.

  5. Lindolfo Soares disse:

    Acabo de perder 6 minutos da minha vida…

  6. jana disse:

    01 dica: quentinha da cruzada.

  7. Fabio Mendes disse:

    Como vc tinha reunião na Gávea e queria um simples filé com fritas, bastava ter ido no Braseiro… no mais, concordo que os preços estão um absurdo e o serviço péssimo aqui no RJ em geral…

  8. Claudia disse:

    Entrou no CT, aposto, porque? No Cantinho do Leblon, ali mesmo na DF, vc comeria um filé com fritas dos Deuses e barato!!!!! Esse discurso de pq é Leblon, não cola!

  9. Beth Q. disse:

    kkkkkkkkk Rachei de rir aqui enquanto lia em voz alta pro marido!
    Você escreveu o que eu gostaria de escrever um dia, mas não tenho este talento tão aprimorado. Parabéns, maravilhosa crônica do nosso dia a dia de roubalheiras na cidade maravilhosa! Amei!
    um abraço carioca

  10. Ana Maria disse:

    No Rio o serviço nos restaurantes eh péssimo, paga-se muito caro e come-se muito mal.

  11. denise miranda disse:

    Eu entendi que a idéia do texto foi criticar- o que ele fez muito bem- a pretensa sofistiação de um bairro e dos restaurantes da rua Dias Ferreira. Bons tempos onde lá só tinha o velho e bomLa Mole.
    Há muitos anos, eu almoço fora todos os dias da semana no centro da cidade e, só de olhar, já mais ou menos eu sei se vou me aborrecer ou não com a comida e com a conta. Restaurante moderninho é roubada. Só serve para quem quer ver os outros e ser visto. Ou então, para os deslumbrados contarem que almoçaram/jantaram lá. Pura afetação. Coisa de novo rico. Estas pessoas precisam ter um tipo de restaurante para onde ir, por isso eles existem, e o Leblon está ficando um bairro meio caricato. Uma pena!
    Pra mim, restaurante bom é o que serve boa comida. Comida honesta. Decente. Sem frescura. Restaurantes antigos, bem antigos, tradicionais. Dificilmente um restaurante novo vai servir boa comida. Vai querer fazer sucesso pelo tipo de cliente que atrai. Não pela qualidade da comida. E é aí que ele erra. E vai ser substituído por outro. E mais outro.
    O que eu não sei é se os sócios não sabem disso. Investem tanto no marketing e esquecendo do principal, a comida.
    Às vezes, eu até vou num restaurante mais “metido” e acabo me arrependendo pois como pouco e mal, nunca consigo comer o que quero mas as comidas “exóticas” do menu. Acabo ficando irritada com o barulho e a afetação das pessoas que passam o almoço conversando alto e se exibindo e com a mesmice da decoração. E sempre tem um(a) gerente tentando ser gentil.
    Para mim, e para algumas pessoas, sofisticação é simplicidade.
    Muito bom o seu texto.

  12. Penelope disse:

    Deveria ter ido no La Mole!

  13. NILTON MAIA disse:

    Leo,

    Ótima a sua crônica. Muito engraçada e mais do que real. Só faltou saber qual era o quarteto de cordas executado para as vacas que geraram o dito cujo filé. Seria Mozart ou Schubert?

    Dá gosto ler o que você escreve!

    Abraços,

    Nilton

  14. Carlos Euardo Vieira disse:

    Certamente o autor não é carioca, e se for não conhece nada do Leblon, pois comeria um filé bem honesto no Azeitona, CT (executivo), Cantinho do Leblon, La Mole ou Galeto do Leblon, todos na Dias Ferreira e com preços razoáveis.

  15. Marcos H. disse:

    Ótima crônica! Me espanta os comentários negativos… Quanto “idiota da objetividade”! Credo!

    • Odete disse:

      Tens razão! Aliás, pelos comentários logo se vê que é gente que sabe ler mas não tem compreensão de texto. Normal nos dias de hoje… E isso, no Leblon! rsrsrs

  16. Servio disse:

    Conclusão: custa caro ser otário!

  17. regina mas disse:

    Fico gratíssima a você por me fazer rir a “bandeiras despregadas”… ou seja, estou fazendo pipi nas calças de tanto rir. Você é muito engraçado! Que talento!… E o pior… ou melhor… é que vc tem toda razão no que escreveu.
    abços

  18. Guilherme disse:

    custa caro ser otário foi o melhor comentário hahahahahahah

  19. Guilherme Castro disse:

    Almoço no Leblon. Só posso dizer uma coisa: delícia de texto. Leitura prazerosa.

  20. Carmen de Bizet disse:

    Hilário, gargalhei. Conseguiu criticar as grifes e frescuras que nao fazem jus ao que é cobrado. Bizarro o etnocentrismo de alguns leitores que ficam ofendidíssimos com alguém ousar criticar os restaurantes da Dias Ferreira!

  21. A mim só importa a forma de muito bom humor que você usa para escrever, parece-me que seu único intento é fazer rir e isso é muito legal, pois consegue de largada e isso faz muito bem a quem lê. Pessoalmente, estou tão afrontada pelo que há para ler hoje em dia, que quando cai diante de mim uma leitura que me faça rir, adoro!
    É comédia pela comédia…Infelizmente tem tanta gente que já se acostumou oa contrário, que nao consegue relaxar nem um pouquinho, tem que fazer análise inteligente, ah, que cansaço…

  22. Cassiane disse:

    Aliás, querendo um miojo, talvez num posto de gasolina, mas nunca deve ter visto isso pelas exigências. E pra não pagar R$20,00, é só estacionar vc mesmo.Quem sai de casa pra comer miojo?

  23. tatiana disse:

    Concordo com você que restaurantes no Leblon, principalmente na Dias Ferreira são absurdos. Mas sou obrigada a discordar da sua indignação a respeito da divisão da gorjeta entre toda a equipe. Trabalho há 12 anos em cozinha de restaurante e posso te afirmar que a equipe é feita de muito mais gente que um garçom. Existem cozinheiros, ajudantes de cozinha, lavadores de louça, copeiros, enfim, todas essas pessoas recebem uma porcentagem das gorjetas. Nada mais justo, já que estamos trabalhando em média 60 horas semanais. E ao contrário do que muita gente pensa, coisa que me deixa muito indignada, o salário das pessoas na cozinha é uma merda. Um cozinheiro não ganha mais que 2 mil reais. Então essa gorjeta faz toda a diferença no final das contas.

  24. Adolfo Berditchevsky disse:

    Amigo, se e’ que lhe posso intitular assim,
    ha’ muito não gargalhava tanto ao ler
    um bom texto.
    Que belo discurso de uma fugida para
    alimentar os motores.
    Senti-me presente ,
    suando frio por não ter tanta bala
    na carteira para aquele agape do mundo do faz-de-conta.
    Um bom dia,
    o nosso foi delicioso lendo esta cronica vivida.
    Adolfo e Mathilde

  25. Oi Leo,

    Escrevo aqui de Londres, onde o ceu esta cinza e chove la fora.

    Cai aqui no seu site por causa de um post que o Zander Catta Preta colocou no Facebook. Li nao so aquele texto (sobre a Angela Roro), mas tambem todos os outros; s-e-m-p-a-r-a-r.

    E eles me fizeram rir, de gargalhar alto aqui na sala de casa, sozinha, com o gato me olhando, provavelmente achando que eu tinha perdido meu ultimo parafuso mental.

    Sou carioca e ler seus textos me teletransportam de volta ao Rio, palavra apos palavra, com muitos risos no meio. Meu pai e’ fotografo e ler seus textos tambem me faz lembrar das historias que ele contava, das pessoas e situacoes, as vezes espremidas, pelas quais ele passava.

    Continue escrevendo, mesmo se um monte de gente fica super tensa e irada com um simples post sobre um restaurante caro e ruim (talvez eles estejam precisando ouvir o bom som de um quarteto de cordas, saboreando o indescritivel prazer de um copo de eau-du-robinet)!

    Cheers

    Y.x

  26. Becky Garbino disse:

    HAHAHAHAHAHAHA,

    adorei!

    parece o dia q a minha tia foi no tal do celeiro, e o kilo era 80 reais, isso antes dos preços do rio de janeiro serem a zona q estão hoje!!

    uhauahuahuahuahuahuahauhauhau

    (sério, quando vou ao leblon, como no mcdonalds, pq é o único lugar q eu consigo comer sem ter q deixar as calças ou passar raiva… como no dia q eu fui a uma entrevista de emprego e gastei 8 reais comendo um croissant *q tava ruim pra caraleo* e um guaraplus!!!!)

    btw, vc deveria passear mais pela Tijuca e por Vila Isabel é bem mais legal!

    • denise miranda disse:

      Concordo.
      Come-se muito bem na Tijuca e em Vila Isabel.
      Até na Praça da Bandeira tem bons restaurantes.
      Bons no sentido de comida boa, bem feita, de qualidade e com um preço justo.
      Sem afetação.

      Sobre o Leblon: é uma pena o que estão fazendo com o bairro.

      Sobre o Leo: a primeira vez que eu li um texto dele foi no Facebook e seguindo uma postagem feita pela Cora Ronai. Ri muito. E, na mesma hora, passei a assinar para receber por email avisos de nova postagens. Há muito tempo que eu não “encontrava” alguém que escrevesse tão bem e com tanta perspicácia(ui!) sobre o comportamento carioca. E sem ser carioca.

  27. Berg Silva disse:

    HAHAHAHAHAHAHA
    Me liga que te dou umas dicas….

  28. Regina Racco disse:

    Bela descrição (com a dose de humor certa). Eu estenderia o Leblon para toda a zona sul, Barra da tijuca e pasme: Alguns restaurantes do centro, notadamente uma área não tão nobre. O que mais me revolta são as comidas de “plástico” transvestidas em iguarias “sofisticadas” a preços exorbitantes! Acho que se sentem confortáveis, já demos provas suficientes de que seja por preguiça ou porque temos coisas mais importantes para fazer, reclamar não é o nosso forte.

  29. RicoChete disse:

    Só eu que me pergunto porque raios uma reunião às onze não pode ser um almoço?

  30. Flávio disse:

    Excelente texto! É um prazer seguir o seu blog, você é muito talentoso.

  31. Solange Souza disse:

    O conformismo e o achismo das pessoas enclausura o prazer de uma boa leitura, pontuada na analise e critica, do que e’ a nossa realidade: Pessimos restaurantes e servicos !
    Desculpa-me a falta de acentos! Teclado problematico!

  32. Carlos Eduardo disse:

    Excelente texto. Leitura prazerosa.

    Apenas um pouco impressionado com alguns comentários, na tentativa de transformar o autor em um debilóide. Sempre fico muito impressionado com as desnecessárias desqualificações.

  33. Flávio disse:

    Turistas…

  34. silene disse:

    pontualíssimo! Sugiro para completer sua série, uma completa sobre a babaca mania da atual brasileirada em degustar vinho em calor de 50 graus!

  35. Lara Maya disse:

    Concordo na questão de estacionamento e do vallet. Mas devo acrescentar que achei alguns comentários desnecessários, a Rua Dias Ferreira é deliciosa e prazerosa de se passear e aproveitar a tarde. E se você queria um filet com fritas básico sem muitos detalhes, o que não falta são restaurante que lhe serviriam exatamente isto, ou seja, não soube escolher o lugar para o que desejava. E se tudo estava tão ruim quanto falou, cabia a você fazer a sua reclamação no próprio restaurante para tentar modificar a qualidade do mesmo, ou então, mesmo que vindo fazer esta crítica, saber que nada pode ser generalizado, e almoçar no Leblon, pode ser muito melhor do que as suas críticas.

  36. Lourival Filho disse:

    O nome disso é lobotomização em escala industrial

  37. VLU disse:

    Muito bom. Resume bem o que se vive nesta cidade. Não só no Leblon. Serviço péssimo + enganação travestida de alta gastronomia = preços escorchantes.
    Adorei o pince-nez.

  38. Jesus disse:

    Como tem gente burra que deve ter faltado às aulas de compreensão e interpretação de texto no ensino fundamental comentando nesse espaço. Deus me proteja de tanta ignorância e falta de cultura literária.

  39. Rafael Araujo disse:

    Boa Tarde,

    Sou Carioca, trabalhei por um tempo no Leblon e trabalho com gastronomia.

    Concordo que o custo do RJ está muito caro. Mas acho que temos que saber exatamente no que devemos reclamar.

    O autor (que demonstra ter algum conhecimento no meio citando Cordon Bleu, redução e etc) está no mínimo fingindo ser ingênuo para fundamentar sua crítica.

    Não estou dizendo que os restaurantes estão baratos e nem caros. Estou dizendo simplesmente que cada restaurante possui o seu perfil. Tem lugar que o bife com batata frita é o prato da casa, já em outros nem entra no Menu.

    E isso é em todo lugar. Se esse exemplo tivesse acontecido no D.O.M, em SP, talvez o Chef nem atenderia ao pedido.

    Isso vai além de preços abusivos e Marketing como o texto propõe. Qualquer restaurante não deixa de ser um serviço. E como todo serviço, ele define antes de abrir as portas o que vai servir, como e por quanto. Mas no final, vai quem quer tendo isso em mente.

    Já fui em muitos restaurantes caros que não tive uma boa experiência. Mas fui ciente de como era o perfil do restaurante.

    Resumindo: Não se pode pedir bife com batata frita esperando que todo o restaurante mude o perfil. Assim como não da pra chegar no Mc’Donalds e pedir Creme Brûlée de sobremesa.

    • Antonio Posse disse:

      caro rafael,
      Um bife com batata frita é um prato simples.Se um restaurante seja lá o que for sofisticado ou não,sua cozinha não consegue preparar a contento,esse restaurante pra mim não presta.

  40. denise miranda disse:

    O texto está rendendo…bom, muito bom! E é interessante ver as diferentes reações das pessoas. Cada um enxerga o que quer.

    O que eu entendi foi que o autor estava criticando não especificamente a gastronomia de alguns, ou muitos, restaurantes da atual Dias Ferreira.
    Lógico que não se deve pedir um bife com fritas num restaurante desses tão em moda agora na Zona Sul e no Centro do Rio.
    Ele, e qualquer um de nós, sabe muito bem disso.
    Se bem que, um bom cozinheiro, deve passar- e com louvor – pelo teste do “bife com fritas”, da omelete, do ovo quente e do ovo cozido. Do básico na cozinha. Porque quem não sabe fazer o básico bem feito não vai conseguir fazer o mais complicado. Questão de bom senso.

    Repito, o que eu entendi, é que o texto fala mais sobre o verdadeiro significado e entendimento do que seja sofisticação do que propriamente sobre restaurantes.
    Ele apenas usou a comida para analisar isso.

    E aí eu volto a escrever o que escrevi no meu primeiro comentário:
    ” A verdadeira sofisticação é a simplicidade.”

    • Antonio Posse disse:

      Isso aí Denise,é o que escrevi acima.Se um restaurante não sabe servir um bom filé com fritas,é melhor fechar as portas.Imagina o resto!

  41. Jorge Andrade disse:

    Bosta de cidade! Rio = lixo

  42. Raquel Zangrandi disse:

    Adorei “Notas de raposas em fuga”. Frase lapidar!

  43. Pedro B. disse:

    Ótimo texto! Divertido.
    Agora, falando sobre o assunto, acontece uma inversão de valores né?
    A gorjeta, por natureza, não pode ser obrigatória. Mas o carioca acha feio tirar os 10%. Parece coisa de “muquirana”…

    Sem contar o tamanho dos pratos. Como diria um amigo meu, “festa de pobre que é bom. Comida de verdade, bem servida e sem frescura”
    Abs!

  44. Alex disse:

    Faltou o nome da espelunca, assim vc não ajuda os incautos parceiros

    No mais, é nisso que dá querer comer filé com frita em restaurante ‘da moda’, ‘de nome’ e ‘de chef”. Mesmo no Leblon e em Ipanema, se come muito bem esse tipo de prato por menos de 20% do que vc pagou. Talvez vc tenha pago pela sua própria frescura gastronômica; na hora de escolher uma coisa simples pra comer, vá a um lugar simples.

    E sem molhinho na beira do prato. Abs.

  45. Nina disse:

    Quer comer bem com simpicidade? Verdade? Comida de “buteco” original , nada desses de grife por ai! Ate minha filha sabe disso!

  46. Claudia disse:

    Morri de rir com a descrição do abate das vacas…kkkk. O autor tomou algumas licenças poéticas, claro, mas na essência é isso mesmo o que acontece.

  47. Gustavo Leo disse:

    Este é o texto mais extraordinário e sincero que eu já li… Vou ser obrigado a compartilhar várias vezes!
    Acho que deveria desfrutar de um Café no Chez Anne do Shopping da Gávea, certamente escreveria outra texto brilhante como este.

  48. LUANA BARBOSA disse:

    AMEI O TEXTO. ACHEI PERFEITO!!!! o restaurante escolhido não importa, ele quis deixar claro como somos enganados, o preço absurdo, a frescura, as regras do chiquerrimo restaurante, entra quem aguenta, quem quer, quem pode…é uma opcao, mas o restaurante tem a obrigação de servir o melhor e mais inesquecivel file com fritas do planeta… da maneira dele, mas que seja excelente!
    para comer bem… eu pago bem, fiz minha escolha… mas existem muitos restaurantes “normais”, sem ser da modinha, com comidas excelentes.
    nao precisa falar demais… o marketing sera feito por si so, quando o atendimento for 10, quando o prato solicitado for 10, a pessoa caiu por acaso no tal restaurante, poderia virar cliente , mesmo custando um absurdo, pq seria O FILE COM FRITAS, mas nao… comeu mal, e pagou caro por isso.
    seria mais elegante, dizer… tenho a opcao tal de file, e nao dizer que o boi vem sei la de onde, fazer propaganda do boi antes de servir, apresente o prato, vou comer e se amar vou perguntar..que boi eh esse? hahah tipo isso…

  49. Samantha disse:

    Olhando de forma crítica e separando a forma do conteúdo. Posso dizer que Gostei dos adjetivos que você usou no texto. Foi uma boa estória. Mas quanto ao conteúdo devo admitir que achei você muit ingênuo em entrar nesta situação. Vivo dizendo aos meus amigos que só gostam de comer filé com fritas e picanha para ir no Braseiro da Gávea. Garanto que você não iria se arrepender. Além do mais acho que qualquer um no país é livre para abrir um restaurante metido a besta e só servir espuma. Se coloque no lugar do dono que abre um restaurante para servir espuma e entra uma pessoa pedindo uma coisa muito simples que ele não tem. O que você faria no lugar dele? Se ele dissesse para você ir embora porque ele não tem tal ingrediente você não acharia ele grosseiro? Mas se ele tentasse te agradar e fizesse qualquer coisa ele agiria como esse cara que te atendeu não é mesmo? Acho que cada restaurante tem que ser julgado por aquilo que se propõe. Boteco tem que ter uma boa comida de boteco. E um restaurante metido a besta tem que ter uma boa comida metida a besta. Se o cara faz comida mediterrânea por exemplo ele tem que ter uma boa massa com frutos do mar, não adianta chegar lá e quere comer flié. Se você for na Itália não vai comer feijão preto não é? Olha o cardápio antes FICAADICA!

  50. Odone Bisaglia disse:

    Léo,
    Escreva um texto na primeira pessoa sobre uma mulher que entra em trabalho de parto e, a caminho da maternidade, cai num engarrafamento no Rio. Acho que só assim, alguns comentaristas vão entender que o que você escreve é uma mistura de realidade e…ficção.
    Hehehe

  51. Paulo Magalhães disse:

    O pior é que parece gozação mas não é. A coisa funciona assim mesmo.

  52. rita müller disse:

    Adorei o texto! E o que vc não sabe é que sempre o sommelier é bêbado!
    Na próxima me chama que estou pertinho e escreve sobre os frequentadores que são de casa, a comida é baratinha e vc paga é claro!!!!

  53. Luiz Evandro I. Filho disse:

    É impressionante a quantidade de patricinhas (tem até uma Patrícia) e mauricinhos, provavelmente do Leblon, que não têm o menor senso de humor… Não entenderam nada, nesse muito bem humorado texto!

  54. Cris disse:

    Muito bom como sempre!!! Melhor ainda é perceber que a discussão transcende a um momento do cotidiano…vira uma tese de sociologia!!rsrs Bjs

  55. susana disse:

    Eu mato-me a rir com o texto e depois morro de novo de rir com os comentários! Será possível que as pessoas não entendem o que é sarcasmo? A ideia é essa mesmo! Se ele fosse “almoçar” num local “pé descalço” não teria sobre o que escrever! Quando compartilhei o texto sobre o Foi Mall, o pessoal da Barra xingou, xingou xingou… e eu morri de rir com tanta indignação!

    • Odone Bisaglia disse:

      Susana,
      Sou muito bem humorado e gosto de ironia e sarcasmo, mas em certos casos, tenho evitado. A pessoa não acha graça nenhuma e te põe na lista negra. Vai que eu preciso de um dinheirinho emprestado de algum barrista..

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