A seita

Moro no Jardim Botânico, num prédio típico de classe média, desses que tem a garagem lotada de carros prata ou pretos e engarrafamento de entregadores de pizza no domingo à noite. E um porteiro que, para manter o emprego, chama a todos de dotô. “Bom dia dotô”  é o seu mantra há anos.

O que distingue o meu prédio dos outros é que parece habitado por uma seita. Quando cheguei os moradores pareciam normais. Mas logo comecei a notar que ninguém respondia ao bom dia do porteiro. São pessoas que não se cumprimentam, mesmo morando no mesmo lugar.  O sujeito sai do elevador passa direto pelo vizinho, passa direto pelo porteiro, passa direto pelo zelador e vai embora como um cowboy vagando nas pradarias do Arizona. Nem uma palavra, nem um aceno, nem aquele balançar da cabeça que serve de bom dia aos tímidos. No início achei que era pessoal, mas depois reparei que nem entre si se saúdam. Imaginei que eram surdos, míopes ou então tinham algum tipo raro de autismo. Nada disso. Finalmente percebi: é uma seita. Um grupo religioso secreto. Templários, illuminatis, algo assim. Devem se comunicar por códigos próprios, muito sutis, aos quais forasteiros  e empregados jamais terão acesso.

Outros hábitos estranhos dos condôminos comprovam a teoria da seita: prender elevadores, por exemplo, pode ser um tipo de oferenda à sua divindade. Algo do tipo “dedico estes dez minutos de elevador preso no meu andar enquanto eu procuro a chave ao meu deus, assim ele me dará saúde e fortuna”. Quando chegam de carro e algum táxi está em frente à garagem, mesmo que seja para deixar algum idoso, buzinam furiosamente. Isso pode ser uma forma de comunicação com alguma entidade superior, provavelmente surda. Outro dado é a forma de tratar os empregados do edifício: como se fossem servos da idade média, indignos de respeito e consideração por parte dos nobres moradores. Mais um sinal de religiosidade profunda, devem achar que empregados são da casta dos intocáveis hindus.

Mas a teoria foi mesmo confirmada na primeira reunião de condomínio. Uma dezena de tiozões reclamando sobre tudo, todos vestidos com as mesmas bermudas, as mesmas camisas, os mesmos tênis, provavelmente o uniforme da religião. Só não andam de chinelo Rider porque leram na Veja que é cafona. Aliás, a Veja parece ser a bíblia dessa seita. Todo domingo, religiosamente, tem uma na porta de cada apartamento.

Como eu estava de jeans e tênis de lona velho, ninguém me dirigiu a palavra. Era como um pai de santo gay no meio de um culto evangélico. A primeira parte da reunião é a  missa do “lá-fora-é-que-é-bom”. Todos começam a comparar a vida no Rio com a vida em Paris, Londres ou NY, lugares onde os tiozões querem dar a impressão de que já viveram. Na verdade se percebe em cinco minutos que fizeram no máximo uma excursão da CVC , passando o tempo todo em outlets e lojinhas de museu. No entanto falam como se fossem uma mistura de Steve Jobs com Mick Jagger. É tanta referência ao exterior que algum desavisado pode até achar que está numa reunião do Itamaraty.

É claro que todos da seita fazem questão de matricular seus filhos em colégios bilígues. Assim os garotos aprendem a não dar bom dia em vários idiomas. São aquelas crianças que não sabem onde fica Madureira mas comemoram todos os feriados finlandeses.

A segunda parte, que dura quase duas horas, é a de reclamação sobre tudo e todos. Deixam de tentar parecer um jetsetter e passam a imitar o  Bolsonaro. Mais uma vez usando a Veja como bíblia desandam a discursar raivosamente, espumando contra tudo aquilo que identificam como sendo “esquerda”, categoria que para eles vai do movimento gay ao Greenpeace, passando pelos médicos cubanos. Normalmente ando uma cápsula de cianureto para enfrentar esse tipo de situação, é só ingerir uma que os problemas acabam na hora, mas nesse dia esqueci em casa. Tive que ir  até o fim.

O síndico , que é o papa da seita, foi quem terminou com missa-reunião. Por sorte escapei de qualquer cerimônia de iniciação. O boa noite que dei ao entrar na sala já me colocou automaticamente na condição de herege e assim fui tratado. Consideram qualquer tipo de mesura uma ofensa aos seus valores.

Desconfio que os adeptos dessa seita, os fundamentalistas da má educação, estejam se multiplicando como gremlins. Tenho encontrado vários fiéis por aí, na fila do banco, no cinema e em restaurantes . Talvez o motivo seja  que as pessoas trocaram a Socila pelas aulas de spinning e lambaeróbica. Talvez seja  o excesso de danoninho na infância. Ou quem sabe a tal dieta do glúten.

O importante é que já descobri a kriptonita dessa religião. Há uma semana o porteiro , ao invés de dizer o seu clássico “bom dia, dotô”, passou  a dizer “good morning, sir” ou “bonjour, monsieur”. Automaticamente, como robôs amestrados,  os moradores respondem “bom dia, dotô”.  Impressionante o efeito que um idioma estrangeiro tem sobre a seita. Imaginem se os publicitários descobrem isso.

 

126 thoughts on “A seita

  1. NÍVIA EUTRÓPIO disse:

    Adorei.Etá emergentes… figurinhas repitidas de album decadente.

    • Sheila A. annuza Ferreira disse:

      Muito bom!!!Parabéns!!! Aqui onde moro a coisa é parecida.

    • Zulma Guimaraes disse:

      Esse “povo” que fala “lá fora” se referindo à Europa ou Estados Unidos……é dose !!!Fuja desse edifício, correndo!! Isso não tem mais jeito!!!

      • João Paulo Dias de Araújo disse:

        E quando Zeca Pagodinho falou em um programa de uma grande emissora que “implementou” o tradicional bom dia (em um condomínio) na Barra da Tijuca, muitos moradores desse bairro ficaram ofendidos!!! Ele só disse a verdade!!!

    • nossa pensei que isso so acontecesse na Barrada Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes me mudei do Recreio por conta desse tipo de seita rssss hoje moro em Vargem Grande onde as pessoas se cumprimentam e existe muito calor humano e o mixto de pessoas humildes e classe media alta vem dando certo

  2. Bia Prado disse:

    adoro todos os seus textos. aqui, no facebook. preciso da sua lucidez pra não me sentir tão inadequada. obrigada.

  3. Guilherme disse:

    Totalmente “O som ao redor”, parabéns pelo texto e coragem!

  4. Guilherme disse:

    Aliás, poderia ser tb o Bebê de Rosemary, ou melhor, um cruzamento entre os 2 filmes.

  5. Leonardo Cassimiro disse:

    Nos dias de hoje as regras são bem simples :
    Não delicadeza, você vale pelo que tem e pelo que me pode dar.

  6. Carlos Alencar disse:

    Muito, muito bom mesmo! A cara da classe média alta, principalmente do Rio. Familia do Rio há gerações, nascido no Rio e me sinto um estranho na minha cidade. Lamentavelmete real, mas narrado com criatividade e exelente bom humor.

  7. Luiza disse:

    os publicitários já descobriram isso há tempos.

  8. joao silva disse:

    meu porteiro NAO FAZ QUESTAO QUE CUMPRIMENTE ELE, AS VEZES CHAMO ELE E ELE NEM FINJE DIREITO QUE NAO RESPONDE, ja desisti a muito tempo, tem um outro q eh gente fina mas nao é todo porteiro um deus digno de ser tratado sao pessoas normais como eu e vc e um bom dia nao vai salvar eles da situacao degradante e procrastinante q eles vivem.

    • Vania Fahey disse:

      … chamo ‘ele’… ele nem “finje”… já desisti “a” muito tempo… Não o conheço, mas vc está desqualificando o texto excelente que comenta. E parece que não entendeu nada, a crônica não é sobre porteiros, né, amigo?

      • rosana disse:

        Com relação ao texto acima ” A seita” posso afirmar que seu poder de propagação é muito grande e com uma certa preferência pelos condomínios de classe média da zona sul. Imaginem que até mesmo Copacabana, nossa princezinha do mar, famosa pelo jeito de ser descontraído, alegre e camarada de seus moradores, também foi vítima, tendo sua alma cruelmente abduzida pelo guru desta seita . E quando o morador não se torna membro da seita desta burguesia, é condenado eternamente à penitências diárias por onde passa e chega …Guru do mau !!

        Parabéns pelo excelente texto!!!!!!!

      • Jefferson disse:

        Fiquei com “vergonha alheia” do nosso colega do posting anterior…O que é viver em uma situação “procrastinante”? Nem entendeu o texto. Dá zero pra ele…kkkk.

        • Isabel Viso disse:

          Eu acho que ele quis mostrar que não é só o morador (narizempé) que é indiferente à cordialidade.

      • Fátima Junta disse:

        A crônica não é sobre porteiros e muito menos sobre a nossa Língua Portuguesa. Quem não entendeu nada, afinal de contas?

      • Gustavo Martins disse:

        Pior que parece não ter a mínima ideia do que seja “procrastinante”.

      • MARILDA CAMPOS disse:

        Vânia Fahey, sua crítica ao comentário de João Silva é inadequada. Apontar erros de ortografia ou de interpretação nos comentários de outro leitor é arrogante. Você não sabe quem é essa pessoa, seu nível de escolaridade e a expõe dessa maneira. Por que constranger o outro leitor? Você nada acrescenta com essa atitude. E talvez, como consequência, você o tenha afastado de vez desse espaço, o que seria lamentável, pois estaríamos perdendo um leitor em formação.

        • norma7 disse:

          Ser ‘fina’ não é questão só de berço, de jeito, de manhã… é de alma. Parabéns pela apuradíssima sensibilidade, Norma

        • wilson cunha junior disse:

          Muito bom Marilda, não basta entender o texto, é preciso refletir se não tem um pouco de nós mesmos ali.

        • Pedro B. disse:

          Marilda Campos,
          Sua crítica ao comentário de Vânia Fahey é inadequada. Apontar erros de conduta no comentário de outro leitor é arrogante. Você não sabe quem é essa pessoa, seu nível cultural e a expõe dessa maneira. Porque constranger o outro leitor? Você nada acrescenta com essa atitude. E talvez, como consequência, você a tenha afastado de vez deste espaço, o que seria lamentável, pois estaríamos perdendo uma leitora em formação.

        • Tânia Marques Viana disse:

          Concordo com você, Marilda… Acho que não devemos , apontar erros aqui,
          ,nos assuntos postados… Pois nem tds , tiveram a chance de aprimorar , conhecimentos e se estão fazendo postagens dando suas opiniões, é um passo para ter um aprendizado e ainda tem mais, nossa ortografia é complicada mesmo .

        • Juju a.b disse:

          Isso ai. Concordo.

      • Gi Faria disse:

        Exatamente! E o que seria “procrastinante”?

      • Gi Faria disse:

        Concordo. E o que seria uma situação “procrastinante”?… Situações se procrastinam, ou pessoas procrastinam situações?

      • Emiliana Casagrande disse:

        Acho que vc já pertence à seita….
        Sugiro que estude um pouco mais de pontuação. Good night, Mrs Vanea

    • rosana disse:

      o que você é membro da seita…

    • Francisco Claudio disse:

      Que situação degradante?, procrastinação da situação? faça-me o favor, vc parece um dos membros da tal seita descrita pelo autor. O porteiro trabalha para sim viver uma vida digna sem precisar roubar ou praticar qualquer delito. Mude os seus conceitos urgentemente se não virará um pastor da seita.

    • Ane Cristhine disse:

      João Silva, tenho para mim que você é burro e seu porteiro é que é inteligente em não olhar na sua cara. grata.

      Quanto ao texto, achei genial.

    • José Nunes disse:

      Não se nivele à educação dele. Já imaginou se fôssemos, os leitores, nivelarmo-nos ao seu uso do Português? Que desgraça seria! Não usaríamos a pontuação e desandaríamos a publicar frases sem qualquer sentido. Aliás, apedeuta, você ao menos sabe o que é procrastinar? É postergar de forma deliberada. O que seria situação “procrastinante”? Em que CIEP você aprendeu isso?

  9. Adriana disse:

    Nossa ! Senti como se você morasse no meu prédio. Será que somos vizinhos? Eu moro no Jardim Botânico também… rsrsrsrs
    Impressionante como estamos cada vez mais mau educados. não é mesmo? Como poderemos ser um País desenvolvido se nem no nosso mundinho conseguimos agir com respeito e civilidade?
    Tenho muita vergonha de ser brasileira !!!!

    • maria disse:

      pois tenha mais vergonha ainda da zona sul do RJ

    • Claudio Silva disse:

      Desculpe, Adriana, mas isso não é um problema do brasileiro, mas sim de uma “classe” que se acha superior aos outros mortais. Sou brasileiro e faço questão de cumprimentar até quem não conheço. Nasci e fui criado no subúrbio carioca, onde se colocava cadeiras no portão à tarde pra ver a vida passar. Aprendi desde cedo à dar bom dia, boa tarde, boa noite para todos, seja no elevador, na rua, no bar. E passo isso para os meus filhos. E “lá fora” também impera essa individualidade. Na França, impera a falta de cortesia. Nos EUA, ninguém fala com ninguém. Então, é uma questão de educação. Atualmente moro em Angra dos Reis, em uma rua onde o meu vizinho de frente levou 5 anos pra responder um cumprimento, onde a mesma pessoa que recebe com sorriso na porta da igreja me ignora completamente na padaria. Esse comportamento não tem nacionalidade. É pura e simplesmente falta de educação e individualismo. Boa tarde, e grande abraço.

      • Gi Faria disse:

        Claudio Silva, você está absolutamente certo! Hoje vivo nos Estados Unidos, mas já morei na América Central e tenho amigos europeus e brasileiros vivendo na França, Alemanha e Inglaterra. É bem nítido que o individualismo e a falta de delicadeza imperam aonde sobra o materialismo. Os lugares aonde conheci pessoas mais cordiais eram também os menos providos de “riqueza” material.
        Fico feliz em ver aqui nos comentários que existem tantas pessoas que abominam esse comportamento individualista de arrogância, extremamente comum entre as classes ditas mais “altas” da sociedade. Além de petulante, é extremamente deselegante. Mas pergunte a alguém da “seita” como eles tratariam a uma “celebridade” global? Inversão de valores…
        Parabéns pela educação e exemplo que você passa aos seus filhos.

  10. Laurinda Rosa Maciel disse:

    Adorei o texto! Onde trabalho ê muito parecido, na Fiocruz…. Repleto de gente arrogante e sem educação

    • Gustavo Martins disse:

      Também trabalho na Fiocruz, mas não sinto isso não. Pelo menos no prédio onde trabalho aqui dentro, há bastante cordialidade, ‘bom dias’, ‘boa tardes’…

    • Fernanda Lelis disse:

      Eu também acho que a maioria da galera é muito educada. Tirando alguns pesquisadores que parecem que tem o rei na barriga e acham que a fundação e seus laboratórios são o seu feudo. Outro dia quase fui atropelada junto com 10 pessoas na saída da ASFOC por uma doutora totalmente sem educação do IOC.

  11. Regina Racco disse:

    Acompanho seus textos aqui e no Face, gosto muito, são leves, lúcidos, com um raro senso de humor que muito me agrada. Parabéns! 🙂

  12. Barão do Pandeiro disse:

    Como diria Levi Strauss: ” Se acham muito refinados mas não sabem o quanto são típicos”.

  13. Vania Fahey disse:

    Parabéns pela lucidez e pela leveza do seu texto…

  14. Daniel disse:

    “São caboclos querendo ser ingleses” (Burguesia – Cazuza)

  15. Jenny Horta disse:

    Realissima a sua historia e infelizmente, não e privilégio da zona sul do Rio. A região Oceanica de Niterói (a Barra deNikity) é identica!

    • Bárbara disse:

      Acho que a questão não é o bairro em si. O problema são as pessoas. O modo como são criadas… E a maneira de educar seus filhos. Minha filha Vê que dou ‘bom dia’ a todos: garis, garçons, conhecidos, vizinhos… E assim, tenho certeza, ela vai fazer. Sou da Zona Sul do Rio, mas atualmente moro em Niterói. E vejo que nem todos são assim mal educados. Sempre gostei de falar com as pessoas e me sinto muito bem assim! É um prazer e não uma obrigação. Não é só questão de educação. Não está relacionado a ter, mas a ser. Gosto de me comunicar e tenho prazer em ver o outro sorrir.

  16. Jussara Razzé disse:

    Parabéns pelo texto. Sinto informar a você que essa seita já se expandiu para muito além do Jardim Botânico. Moro em Ipanema e vários adeptos moram no meu prédio. Compartilhei o texto no Facebook e, pelos comentários, está provado que a seita já se espalhou pelo Brasil. Um perigo!

  17. Eleusa Alves disse:

    Eu ainda cito outro filme “Os Intocavéis”.

  18. ana maria santeiro disse:

    ainda bem que eu moro em Santa Teresa.

  19. oi, leo aversa…texto bacanudo…descreve bem a ‘pobreza’ da turma aí…abrsonoros e qualquer seita é suspeita…atento e forte, sempre…

  20. Luis disse:

    Brazil. Nao confundam com outros lugares bem pertinho, como Buenos Aires. Nao faço questao de Paris ou Genebra…apenas, aqui pertinho, Buenos Aires gente. Tambem conheço o Rio ha mais de 50 anos, do tempo em que o unico bairro de classe alta era Copacabana, Flamengo, Leme, Ipanema, Lagoa…Leblon ja era longe demais. Mas…tudo pelo social, educaçao rapida para todos, universidade, concursos publicos com altos salarios, agencias federais…da nisso. Uma classe pobre com muito dinheiro no bolso.

  21. Lucas Conrado disse:

    Só faltou falar da pessoa que mora no décimo andar e chama os dois elevadores do prédio, um para si mesma, outro para o deus dessa seita.

  22. Puta que pariu que texto excelente!

  23. Ainda bem que vivo na praia e vou a praia… Se bem que aqui na praia tbm existe dessas coisas, as vezes me sinto um E.T. Rsrsrsrs, mas acho que no caso dele é falta de um belo banho de mar… Hahahahhah

  24. Egídio José disse:

    Essa seita eu conheço, perdi um amigo pra ela…
    Segundo um Teólogo ela se chama… Deidade$ d’orgulho.

  25. Passei exatamente por isso. Aguentei longos e intermináveis 4 anos, com a diferença que não eram “CVC”, mas muitos, de Prima Classe ou quase isto. Até o dia que, SIM, apareceu um cocô-de-cachorro-que come-ração, DENTRO DO MEU CARRO, advindo de um dos pivetes “intocáveis” e seu “pet”.
    Mudei-me. De não passar mais nem perto do bairro…

  26. Ana Maria T. Gomes disse:

    Adorei o seu texto!
    Mas aqui em Niterói – São Francisco – também há participantes desse “seita”!
    Logo, a falta de educação espalhou-se como uma doença contagiosa. Moro numa rua pequena, sem saída e quando vim para cá, eu cumprimentava todos, mas agora aprendi que algumas pessoas são surdas para delicadezas. O carteiro diz que eu e meu marido, somos os únicos que sempre cumprimentamos e perguntamos como vai ou se aconteceu algo, quando ele fica sem aparecer na rua. O restante nem sabe que ele existe.
    Fui criada por pais portugueses, sem muita instrução, mas ricos em educação e respeito ao próximo. Estudei muito, devo ganhar um pouco acima da maioria, mas isso nunca fez com que me sentisse “melhor” que o outro. Será que quando morrerem os participantes da “seita” exalarão perfume de rosas? Não teremos todos o mesmo cheiro de carne podre e alimento para minhocas! Ah! Continuo sendo educada e gentil com as outras pessoas fora do meu endereço. Parabéns…

  27. Alicia disse:

    Genial.

  28. Roseli Franco disse:

    Claro que já descobriram isto.Veja este comercial do Itaú http://youtu.be/tj_5Bs6pbtE

  29. Therezinha Monte disse:

    Aleluia! Essa seita ainda não chegou no meu prédio. Os “tiozões” daqui são mais educados. Agora, um carro estacionado na porta da garagem colocado pelo cidadão do Vaga Certa é de irritar principalmente se alguem precisa ir ao banheiro. Aí, tem que buzinar, infelizmente.

  30. Stela disse:

    Muito bom! Curioso… estavámos conversando a alguns dias de como as pessoas se esqueceram dos bons costumes e até mesmo de rir, parecem que só vivem amarguradas, causo olhares quando vou ao cinema ou teatro, pois não seguro gaargalhadas

  31. marieloupe disse:

    Você mora no meu prédio?!

    marieloupe (desculpe-me, acabei de “chegar de Paris”, e não foi pela CVC…)

  32. Regina Célia disse:

    Moro no interior de São Paulo e a seita também se instalou por aqui. Assustador!!!!

  33. sonia disse:

    Ah! os valores esquecidos…que pena.
    Sou do tempo em que educação vinha de berço e não adquirido em banco de escola.Fico também abismada com o que vejo por aí.
    O que me dá mais bronca é quando estou numa loja,vendo um sapato ou uma roupa,e o mal educado vem,passa na tua frente e não te pede licença,primeiro que ele não deveria nem passar,mas já que passou…me poupa,cadê a educação?
    Mas aguentar o novo rico,ou o metido à rico,isso é de doer….ninguém merece!

    • Maria Cecilia disse:

      Adorei o texto.. Tenho a felicidade de ainda poder morar em uma casa, por isso tenho facilidade de ver pessoas que passam na calçada bem na frete do portão do jardim. Por isso acabo conhecendo uma porção gente que faz seu caminho passando por aqui e mesmo sem saber nomes nos cumprimentamos amigavelmente. É muito saudável. Mesmo assim encontro pessoas da “seita” nas filas de banco etc.. outro dia esta numa dessas fila quando alguém me perguntou se era a “fila dos idoso” ( estou na casa dos sessenta) , respondi logo: NÃO SENHOR , AQUI É A FILA DAS PESSOA MAIS BONITAS!! o pessoal começou a rir e isto descontraiu o pessoal que já estava de cara amarrada por causa da demora!! Acho que pessoal da “seita ” vai me odiar!

  34. Creso disse:

    Maravilhosa sua crônica, há algum tempo identifiquei essa “seita” mas é claro ñ tive seu talento para assim denominá-la. Como é bom constatar que ñ estamos sozinhos nessa análise. Olha se é algo que estou abominando hj é essa gente. Pior qe estão em td lugar e agora estão sendo turbinados por alguns emergentes da classe C, esses um pouquinho mais ridículos.

    • The Strider disse:

      Nossa, mas esse morador é paranóico? Ele não come pizza? Nem eu! Mas acho q os outros podem. E ler Veja, não pode? Só pode se for pro-governo? Ufa…

    • Zima disse:

      “E agora estão sendo turbinados por alguns emergentes da classe C”, hehe, é vero.

  35. sergio disse:

    Pelos comentários, percebe-se que não se trata de onde você mora, trabalha ou se diverte. É problema de civilidade, que o brasileiro nunca teve ou passou a não ter. E, àqueles que se referem a classe média (aquela que paga impostos e que não tem nada em troca, aquela que paga preços altíssimos por planos de saúde, que contribuiu para uma aposentadoria digna e que lhes foi negada e que conseguiu comprar uma residencia na zona sul do Rio de Janeiro, há anos atrás, quando o resto da cidade “nem Rio de Janeiro era”e que se lembra com saudosismo de uma época em que se vivia com segurança, que se passeava e que se vivia com relativo conforto, onde ir para “fora” significava acesso a bens simples, como uma calça jeans, discos e cultura -desnecessária neste País- de acordo com ex-presidente, aliás quanto menos cultura, melhor), que já nasceram com TV colorida, carros de melhor qualidade, internet e etc., sugiro que reflitam no quanto se enquadram nos bons e maus valores. Falar, até papagaio fala!

  36. Augusto disse:

    Pessoal Boa tarde,

    Texto até que interessante, o cara é bem observador, mas observou só um lado da moeda. Essa coisa de vizinho condomínio é um problema, tem briga tem confusão e inúmeras divergências, Morar em condomínio não é facil, vizinho peida, grita, chora, briga de casal, gemidos altos o famoso sexo sevagem, rs. E vc ainda tem que acordar e dar bom dia? Dizer, oi tudo bem? Bom dia pra quem não dormiu direito por conta da porra da festa do vizinho sem consciência?? Eu acho que tem que parar de falar merda do Brasil e do povo brasileiro, Não tah bom aqui, faz as malas e pede azilo para o Obama. Gente é gente em todo lugar do mundo, gente sem educação, sem principio sem modos, sem gentileza todo lugar do mundo tem. Tente começar mudando por você tente fazer sua parte, agora faça sem esperar retorno. Tem que ser analisado que todo comportamento tem uma causa.
    Não lhe dou Parabéns de forma alguma por esse texto! Mas respeito sua maneira de pensar!
    Abraço

    • Lilah disse:

      Seguinte: entendo seu modo de pensar, mas não se esqueça que ninguém tem a ver com os seus problemas. Você pode ter passado a pior noite da sua vida, mas ninguém tem nada a ver com isso.
      Educação é fundamental e pode salvar o seu dia, ou a sua vida. ok?

      Um abraço

  37. Cláudia Cecília disse:

    Achei que você também estava morando em São Paulo. Só não culpe a dieta do glúten: minha filha faz, porque é celíaca, e é uma das poucas que falam bom dia pra todo mundo quando chega na escola.
    Logo que cheguei aqui, a senhora que foi trabalhar em casa veio elogiar a Maria Clara, impressionada: “É uma fofa, essa menina, ela trata a gente de igual pra igual”. Oi?

  38. Eduardo disse:

    Engraçado é que todo mundo diz “já ví esse filme, lá no meu prédio é igual”, são dezenhas de comentários concordando com o texto e mais da metade exaltando a própria condição de “outsider”. Se é assim, qual é a verdadeira “seita”? Ou até, onde estão esses “mal criados” já que todo mundo faz diferente? Sei não, acho que o mundo tá tão programado em responder politicamente correto que se esquece de dar bom dia…

  39. Chris disse:

    Se muda oras…ninguém é obrigado a ficar onde tudo é tão ruim.

  40. Dida disse:

    Excelente texto!!!!
    É uma pena que essas pessoas se acham ….nao sei o que????
    Talvez o planeta delas seja diferente do nosso!?
    Na fronteira da vida , todos somos iguais e vamos pro mesmo buraco, ou viramos cinza…………

  41. Janete Peternel disse:

    Muito bom seu texto. Você descreveu o prédio onde morei na Zona Sul do Rio. A seita lá ainda era mais estranha: quem morava nos apartamentos de 3 quartos olhavam com desprezo os que moravam nos de 2. Felizmente, hoje em dia me dou o luxo de morar numa casa e longe desse mundo insensato.

  42. Eduardo disse:

    Muito bom, e sobre as roupas todas iguais: esse ano, ao voltar de uma viagem a NY, quando entrei no avião pareceu que estávamos indo a algum campeonato de polo, com várias delegações a bordo.

    Além de comprar tudo igual, têm que sair usando, especialmente no vôo de volta, pra deixar claro que estão vindo do exterior (de outlets, mais específicamente..)

  43. Cláudia disse:

    Moro em Ramos num prédio de 4 andares onde td mundo se fala e ainda tomam conta da minha mãezinha de 82 anos q mora no 1º andar (moro no 4º andar) qdo saio p trabalhar.
    Gente mal educada tem em td lugar do mundo. Conheço quem tem dinheiro mas não tem educação, quem tem educação mas não tem dinheiro. Conheço quem tem os dois e quem não tem.
    Nos dias de hj isso se tornou normal. O q faço? Me recuso a achar normal. Faço minha parte. Cumprimento td mundo q cruza o meu caminho e sempre sorrio p tds. Se não devolverem o cumprimento, paciência. Acho q estou aqui p influenciar positivamente e não ser influenciada negativamente.
    Assino a Veja, às vezes peço pizza aos sábados, não buzino furiosamente e se algum Pai de Santo gay for na minha igreja vai ser muito bem tratado como tds que entram lá.
    Bom dia a todos e um belo sorriso tb!!! ( Para quem quiser obviamente…)

  44. Ana Lucia Bosshard Pinta disse:

    Foi por isso que me converti ao Paquetáismo.Aqui se dá bomdia até aos cavalos .

  45. Fatima Weik disse:

    Pois tive muita sorte … morei em um prédio imenso, com garagem, garagista, porteiros, sauna, duchas, piscinas c/ um rapaz que tomava conta , vizinhos, 19 andares, na Urca … Rua Lauro Muller (Nova Urca) , durante 26 anos … na sauna, todos conversávamos, na piscina, os porteiros e todos os outros empregados eram nossos amigos e , não só isso , havia até um senhor que, por não usar a vaga do prédio, a emprestava para o “fusquinha” do porteiro … todos aprendíamos, diariamente, a conviver com cada um … bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado (a), desculpe, tudo era falado normalmente, entre todos … fazíamos churrasco com os amigos do prédio na cobertura, próxima à piscina … que era totalmente separada … talvez vivêssemos em outro mundo ou os condôminos tivessem mais educação….
    Tínhamos até, na praça que era de todos os prédios, festa junina … todos se conheciam na rua … engraçado, não? era Zona Sul … e, até hoje, o melhor bairro que alguém pode imaginar … com as melhores pessoas do mundo …

  46. HUahuha disse:

    Mas, até onde eu me lembro, essa seita é milenar. Os cariocas, em especial os mais ricos, sempre foram assim.

  47. CONCEIÇÃO DA VINHA disse:

    Pessoal !, ao longo dos meus SETENTA ANOS, nunca lí, ouvi algo tão verdadeiro. Obrigada à quem me ajudou a entender este mundo um pouquinho mais. Obrigada, também, a quem pode me mostrar um pouco mais, neste mundo tão complexo ! Obrigadíssima !

  48. Regina Barbosa disse:

    Parabéns pelo texto, eu tenho a mesma impressão que você quando entro em alguns prédios no Rio de Janeiro.Eu prometi nunca mais ler comentários, pois eles realmente mostram como, alem de não dar bom dia, e não serem gentis, as pessoas ainda acham que esse é um comportamento correto.Cidades grandes estão criando pessoas,que alem de mal educadas,vivem tao isoladas do mundo que as cercam, que vivem como numa bolha.Mas o povo da viajem do CVC , fazem o mesmo quando viajam para o exterior . São também mal educados com os locais de alem mar, com a diferença que aqui não existem porteiros em geral ,cada um abre sua porta e joga seu lixo fora também,quando alguém ai diz que na europa as pessoas tb nao se cumprimentam, ai depende muito do tamanho da cidade, e da correria que ela vive.Mas escuto muito mais bom dias, aqui ,que ai com certeza. A “seita”do individualismo é mundial ,mas a falta de educação , o preconceito ao empregado,o snobismo, e a falta de respeito ao outro, principalmente o vizinho e o porteiro, é bem mais local.

  49. Luiz Silveira disse:

    Bem vindo ao meu prédio!

  50. abigail disse:

    Gente , sabe pq as pessoas que moram em lugares de classe media , tipo essa ai da seita sao tal mal educadas ? pq elas estao muito absorvidas em suas vidinhas medicres e ridiculas , pensando em com manter as aparencias , com suas lombrigas de rico , e nao sao no minimo educadas com seus subalternos , pois teem medo que as pessoas vejam realmente suas situaçoes , que com certeza sao de uma pobreza nao so espirutual , como muita das vezses material .Desculpem se errei no portugues , nao sou muio culta .

  51. Pelo visto essa seita se espalhou para todos os condomínios. Não deve ser seita, mas uma doença infacto-contagiosa. O próximo passo é virar zumbi.

  52. norma7 disse:

    Bom Dia,

    Você escreveu de forma muito elegante sobre o assunto. Gostei. Simplicidade (fluidez) vem de maestria. Inscrevendo-me.
    Boa sorte, Norma

  53. Alfredo disse:

    Gostei do texto. Mas alguns leitores que também disseram que gostaram, certamente não o compreenderam.

    Assim que se depararam com uma crítica de um “forasteiro” (pois escreve mal e com erros de grafia e concordância), puseram-se a espezinhá-lo, chamaram de “burro” e ridicularizaram.

    São membros da seita sem perceber.

    Reflitam. Escrever errado não é culpa, é provável reflexo da nossa educação decadente. E ter opinião diversa também não deveria diminuir ninguém. Mesmo que não tenha compreendido o texto, melhor explicar a ele que ridicularizá-lo.

  54. Maria camargo disse:

    Interessante como nós somos rápidos em apontar falhas nos outros,não?Oxalá cada um de nós olhasse para si mesmo com honestidade e avaliasse o quanto tbm é responsável por esse estado de coisas.Que tal eu tentar ME mudar…

  55. regina mas disse:

    Gostei muito do texto, no entanto não sei se isso só acontece na zona sul do Rio. Talvez seja mais comum, mas creio que pode acontecer em qualquer outro bairro, assim como em qualquer outro condomínio onde haja gente mal educada ou, quem sabe, centrada em si mesma. Na verdade, tenho é pena de pessoas que pertencem a essa “seita”…Provavelmente ignoram que seu vizinho é, muitas vezes, seu parente mais próximo. E por que digo isso? Vizinhos são pessoas que podem acudi-lo num momento de dificuldade e com rapidez. Vamos que esteja um trânsito insuportável, que seus telefones enguiçaram…vamos que sua família de sangue esteja viajando. Você, simplesmente, está no mato sem cachorro caso não tenha um relacionamento, no mínimo, razoável com seus vizinhos ou mesmo com seu porteiro.
    Então, o que posso dizer ao povo da seita é: abra o olho, amigo, ou pode se dar muito mal numa hora critica que eu espero nunca suceda… mas quem sabe, não é mesmo? Seguro morreu de velho… Sendo assim, dê bom dia, boa tarde, boa noite… bom fim de semana… Diga obrigada/o , faz favor… Olha que não mata ninguém e não tira pedaços. Enfim, seja educado/a e garanto que vai gostar da experiência… da novidade.

  56. Cristina disse:

    Como diz Glorinha Kallil, é chic ser simples.
    E outra coisa: no final, vamos todos para o mesmo buraco! Desde o porteiro ao proprietário, impresário ou cardador de lixo!

  57. Luciana Nassif disse:

    Tb moro em condomínio…tb vivo estas situações…mas , além destas, vivo outra , e ela, me mobilizou a lhe escrever…sou mãe de uma linda, amável, educada, carinhoso e sociável criança AUTISTA. O termo autismo, jamaisdeve ser usado para subjugar alguem…autismo nao é opção…opção é ser ou não educado. Escrevo para lhe informar, que o termo usado pejorativamente fere os princípios legais de respeito e dignidade que os autistas tem resguardado por lei ( lei 12764/2012).
    uotos autistas nao falam, e nós, seus familiares, temos o direito de lhes pedir:não usem o temo para outros fins, autismo não é brincadeira..não é trocadilho e muito menos opção… sistema autistas que no uso de suas habilidades, podem ler textos como estes, e em suas limitações, se julgarem como as pessoas as quais foram comparados….
    sugiro que retifique o uso indevido….
    concordo que as pessoas cada vez mais nao se respeitam…que cada vez mais se julgam superiores….mas a comdiçao autista, não se aplica à elas.
    cordialmente
    Luciana Nassif

  58. Esse texto se aplica perfeitamente à uma escola na qual trabalhei. A Escola Nova da Gavea, no Rio de Janeiro. Entre professores e funcionarios, a escola é conhecida pela forma desrespeitosa como trata as pessoas que la trabalham e nao fazem parte da “seita”. Todas as manhas, a diretora e coordenadores postam-se na entrada da escola para dar “bom dia” para os alunos, mas quando professores e funcionarios passam pelo portao cumprimentando seus chefes, os mesmos os ignoram sonelemente. Ja fui chamada por “psiu” pela diretora que tem o costume de adentrar nas salas de aula e dar avisos às turmas sem pedir “com licenca” para os mestres. Ah claro, ja ia me equecendo…a sonoridade do “bom dia” varia de acordo com o grau de importancia dos sobrenomes dos alunos. Filhos de pais famosos e influentes, recebem um sorriso e um “bom dia” quase musicado. A forma como os tratamentos variam dentro da escola daria um estudo bastante rico.
    Lucia.

  59. Prof.A.Marins disse:

    Excelente texto. Esta síndrome de mau humor e falta de educação pega. Infelizmente isto está aumentando…

  60. Pergunta que não cala Leo; Esse texto é inspirado no seu prédio mesmo ou é um apanhado de situações observadas por vc por aí e agupadas nele. Se é seu prédio, a curiosidade minha é saber se algum de seus vizinhos e participante da tal seita leu isso e que reações vc percebeu depois que ele foi escrito? Cara te descobri hoje e não pretendo mais perder um texto seu. Muiiito bom.

  61. Vera Lucia disse:

    No meu prédio também tem muitos problemas, mas desde de que moro aqui na Lapa
    há 30 anos, todos os moradores ao entrarem no elevador dão bom dia, boa tarde e boa noite e cumprimentam o porteiro. Ainda bem, né?
    alguns segundos atrás ·

  62. Deise Mesquita disse:

    Esta seita anda se ramificando país afora. Já identifiquei alguns de seus integrantes aqui em BH, todos devidamente uniformizados e como referido texto na ponta da lingua…
    Ótima a sua crônica.

  63. Gênio! O mais triste é que “a seita” já está muito além dos condomínios. Sou sindico, sei do que estou falando… rsrsrs

    abs!

  64. Cinthia Ramalho disse:

    Parabéns pelo texto realmente é isso ai, tbm moro num condomínio com essa seita kkkkkkkk só que é na Bahia.

  65. Mariana disse:

    Belíssimo texto. É uma pena que as pessoas não enxergam além da sua própria pobreza de espírito. Se houvesse mais “bom dia” e “sorria de volta” por ai, o mundo não seria tão miserável!

    Bjs

  66. Heloisa disse:

    Nasci no suburbio … E sempre tive uma teoria : Esse tipo, intelectual da Zona Sul não trepa !!! Além de mal educados, são broxas.Pode escrever um artigo sobre isso ….. Ahh e torcem o nariz para quem é do suburbio ou da barra da tijuca.

  67. Letícia disse:

    Excelente texto! Infelizmente uma realidade crescente.

  68. Tarsis Azevedo disse:

    Cara, me deixa fazer quote do que tu escreveu 😀

  69. Carlos Eduardo disse:

    Excelente o texto. Humor perefeito !!!!

  70. Sandra disse:

    Gostei muito, essa realidade foi “fotografada” por você com muito humor.
    A arrogância não permite o avanço, as pessoas com esse comportamento simplesmente estagnaram.

  71. Monica Machado disse:

    Há porteiros que aderiram ao pensamento da seita e são hoje seus fiéis serviçais; vigiam uns ao outros na correta servidão ao deus sagrado entre todos; mantêm visitas, diaristas, forasteiros e recém-chegados sob difuso e generalizado constrangimento (normal que seja agressivo, racista, e variadamente fóbico) até que aceitem o estranho deus ou que desistam e vão se embora.

    Tenho situação semelhante em torno de casa; a maioria dos moradores está constrangida e acuada pela seita.

    Mundo, estranho mundo, que quer da gente a coragem.

  72. Mauricio disse:

    Parabéns por mais este…

    Mas, veja que o problema é tão crônico que muitos não conseguem simplesmente ler, rir, refletir e ponto-final. E no máximo, comentar parabenizando ou não o texto.

    A necessidade de aparecer mais que o cronista é visível.

    Enfeiam a página vociferando entre si como se estivessem na famosa seção ‘comentários dos leitores’ de um grande jornal da seita.

  73. Aline disse:

    Muito bom o texto, serve como reflexão a moral de muitos que se consideram “superiores”. Impossível não associar a algumas pessoas que conhecemos que tem, infelizmente, os mesmos hábitos.

  74. seu edifício é de marrentos… !

  75. Nei Passos disse:

    Uma realidade dos tempos atuais, tão perto e tão distantes!

  76. RACHEL DE PAULA BRUNO disse:

    Morei em Juiz de Fora, MG, de 1967 a 1979, dos 10 anos aos 23, quando me casei e fui para o Rio. Fiquei muito assustada com a diferença: em Juiz de Fora era uma grande Família e no Rio encontrei esta seita na Tijuca.
    Fui para Niterói uma ano depois e encontrei o calor humano de Juiz de Fora e vivi 32 anos lá com muitos cumprimentos e festas com os Porteiros, Faxineiros e Moradores, adultos e crianças. Muitas crianças em meu prédio talvez tenham feito a diferença.
    Há 2 anos voltei para Juiz de Fora e encontrei a tal seita a que vc se refere: cumprimento e fico sem resposta, dos 4 porteiros, por insistência minha, já me cumprimentam, mas nem de longe o carregar da bagagem rapidamente como em Niterói, descarregar o carro… e moradores dentro do elevador bem individualistas: são capazes de fechar a porta quando vc está chegando…
    Em toda a cidade!!!!
    Como mudou o comportamento do povo nestes anos todos, sua educação e o Olhar para o OUTRO!!!A Seita tão bem descrita por você, está se espalhando, infelizmente. E é uma ” doença ” gravíssima, que os ” tiozões ” fiquem em seu canto e toquemos nosso barco que cabem muitos acompanhantes de bem com a vida!!!!!!! Vamos?

  77. Adriana disse:

    Caraca, quero distância do JB…aqui no Laranjal, que fica na zona norte da zona sul, o povo é mais amigável!

  78. Beatriz Morais disse:

    Parabéns pela reportagem!! E realmente a maioria das pessoas é assim e critica quem é educado. Meus amigos mesmo, as vezes dizem que falta eu cumprimentar as plantas rsrs… eu não abro mão do simples “bom dia, tudo bem?” , as pessoas se tornam mais gentis com você e isso é muito bom.

    • Kelly Alpert disse:

      Amei esse artigo! Vou explicar por que vim parar em Santa Cruz, California em 1993 e nunca voltei (visito) a morar em SP.
      Santa Cruz e um lugar magico! Aonde as classes se encontram, em varias circunstancias e a simbiose e saudavel e progressive.
      O homem que limpou minha chamine ou consertou meu telhado vai ao mesmo ginasio que eu. Nas escolas publicas tem filho de CEO, Gerente, supervisor, secretaria, funcionario publico e faxineiros! Todos na mesma classe na mesma escolar!
      Qdo isso passar a acontecer no Brasil sem as pessoas sofrerem ou se preocuparem de serem vistas sorrindo para o porteiro ou agradecendo a baba ou faxineira com o coracao pelos servicos prestados por eles–com o infimo salario que eles recebem—Poderemos comecar a pensar que o Brasil comecou a evoluir. Pq por enquanto ainda e colonial e obtuso. Uma pena.

  79. Muito obrigado por este texto. Não é todo dia que me deparo com uma observação tão engraçada de um fato tão corriqueiro. Aqui no interior esta seita é menos comum, mas nem por isso deixa de estar presente.

    Mas o que mais preocupa é que enquanto os fundamentalistas de outras seitas querem derrubar prédios, esta seita parece determinada a derrubar um país.

  80. Lulu disse:

    Parabéns pelo texto! Eu vivo isso dentro da minha própria casa. Meu cunhado mora conosco e ele está namorando. A sua namorada quando dorme na nossa casa ao acordar e sentar-se a mesa para tomarmos o café da manhã simplesmente ela não nos comprimenta. Eu que fale: “bom dia”. De tanto eu insistir e ela nada por dar um bom dia, acabei me sentindo a “estranha”. Comecei a me questionar se eu estava agindo de forma errada…

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